Pequim e Pyongyang opõem-se às acções dos EUA na Ásia-Pacífico
China e RPD da Coreia fortalecem laços militares

COOPERAÇÃO A China e a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) comprometeram-se a fortalecer as suas relações militares e a trabalhar pela segurança na Ásia-Pacífico face às ameaças dos EUA.

Pequim e Pyongyang impulsionarão a sua cooperação militar e trabalharão juntos para garantir a segurança na região Ásia-Pacífico, afirmou no sábado, 17, o general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central da China.

«O Exército Popular de Libertação está pronto para trabalhar com a RPDC (…) para fortalecer a comunicação e promover a cooperação e o apoio mútuo visando contribuir (…) para a paz e a estabilidade regionais», declarou a referida alta patente militar chinesa, segundo a agência noticiosa Xinhua.

Isto obedece a um «importante consenso que foi conseguido pelos líderes dos nossos países», indicou o general, em declarações após a reunião em Pequim com uma delegação norte-coreana encabeçada pelo general Kim Su-gil, director do Bureau Político General do Exército Popular da Coreia.

A RPDC «está pronta para fortalecer a aprendizagem mútua e os intercâmbios amistosos entre as duas forças armadas em vários âmbitos», afirmou Kim, realçando que o seu país pretende elevar as relações bilaterais a «um nível superior».

Ambos os países interpretam como uma ameaça as actividades dos EUA na região.

Pyongyang, que nas últimas semanas tem realizado diversas provas com armamento, condena Washington por continuar a realizar exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, apesar do presidente Donald Trump ter-se comprometido a pôr-lhes fim numa das cimeiras com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

A China, por seu lado, qualifica como «provocatórias» as operações de «liberdade de navegação» levadas a cabo pelos EUA, que na semana passada enviou um porta-aviões para o Mar do Sul da China. Também acusa Washington de ter «metido o nariz» nos assuntos de Hong Kong.

A China e a RPDC estão vinculados por um tratado assinado em 1961 que as compromete a ajudar-se mutuamente em caso de um ataque contra os seus territórios.



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