Greve na Fundação Inatel

Os trabalhadores da Fundação Inatel estiveram em greve no dia 16, reivindicando aumentos salariais, melhores condições de trabalho, reforço do quadro de pessoal e regularização dos horários de trabalho. Na base da paralisação está o reiterado incumprimento, há mais de cinco meses, do Acordo de Empresa (AE) por parte da fundação.

A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT/CGTP-IN), que convocou o protesto, denuncia que continuam sem serem pagos os subsídios de trabalho nocturno e que prossegue sem alteração a aplicação dos horários desregulados e tripartidos. A Fundação Inatel continua igualmente a bloquear o descanso semanal ao fim-de-semana de seis em seis semanas e a não reforçar o quadro de pessoal para que se possa estabelecer a aplicação de 35 horas semanais para todos os trabalhadores.

A tudo isto acresce a falta de resposta por parte da administração à declaração de compromisso acordada em Dezembro de 2018. Depois de várias reuniões entre ambas as partes, os representantes dos trabalhadores têm insistido na apresentação de uma proposta de aumentos salariais para 2019, o que ainda não sucedeu.

Num comunicado emitido a 30 de Julho, em que explanava os motivos da greve, a FESAHT denunciava que a administração da Fundação tem respondido com «chantagem e medo» às reivindicações dos trabalhadores, fazendo inclusivamente circular um comunicado pelos seus estabelecimentos onde se podia ler: «O direito à greve é sagrado e de todos os trabalhadores. Cabe a cada um decidir as suas responsabilidades, em liberdade. Todos os nossos actos implicam, contudo, consequências».




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