Editorial

«a CDU tem soluções para os problemas dos trabalhadores, do povo e do País»

FESTA, FORÇA E CONFIANÇA

A um mês das eleições legislativas de 6 de Outubro multiplicam-se as acções das diversas candidaturas com diferentes níveis de cobertura por parte dos principais órgãos da comunicação social, que valorizam e projectam umas (PS, PSD, CDS e BE) e desvalorizam ou silenciam outras, nomeadamente a CDU, como aconteceu no passado fim-de-semana.

É disso exemplo o empolamento dado às chamadas «rentrée», com particular destaque para as declarações de dirigentes do PS em torno da questão da estabilidade governativa.

Ora, para o PCP e CDU, a verdadeira estabilidade é a que resulta não da política de direita responsável pelas desigualdades, injustiça e instabilidade social, mas da concretização de uma política patriótica e de esquerda que coloque entre os seus eixos centrais a valorização do trabalho e dos trabalhadores. Uma estabilidade que se garante reforçando a CDU, condição decisiva para avançar na resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Para a CDU, avançar é preciso! Avançar, entre outras áreas e domínios, no aumento geral dos salários (incluindo o Salário Mínimo Nacional para 850 euros a partir de Janeiro de 2020); no aumento geral das reformas e pensões, com aumento mínimo de 40 euros ao longo da legislatura; na criação de uma rede de creches gratuitas para todas as crianças até aos 3 anos; no investimento público, nomeadamente nas estruturas e serviços do Serviço Nacional de Saúde; na garantia de condições de acesso à habitação; na gratuitidade dos manuais escolares para todas as crianças e jovens a frequentar a escolaridade obrigatória.

Avançar e não andar para trás como aconteceria se PS, PSD ou CDS saíssem reforçados destas eleições e de mãos livres para prosseguir a política de direita como ainda recentemente se viu com a aprovação na Assembleia da República de alterações à legislação laboral que a vieram piorar ou em muitas outras circunstâncias em que convergiram em defesa de interesses do grande capital.

E foi a pensar em novos avanços que o PCP apresentou no Porto no passado domingo, numa sessão pública com a participação do seu Secretário-geral, as medidas urgentes que propõe para estas eleições. Como referiu Jerónimo de Sousa, são «medidas urgentes e muito concretas para avançar na resolução de inadiáveis e importantes problemas que há muito exigiam ser consideradas, algumas já apresentadas pelo PCP nesta legislatura e recusadas pelo PS e seu governo, em convergência com o PSD e CDS e cujo adiamento está a pesar muito negativamente na vida dos portugueses. Medidas que se projecta executar em coerência com as soluções avançadas nas linhas essenciais de uma política patriótica e de esquerda de que somos portadores.» Medidas que abrangem o conjunto das linhas essenciais do Programa Eleitoral do PCP a começar pela que assume a valorização do trabalho e dos trabalhadores como uma das prioridades da política alternativa.

É no contexto desta activa intervenção do PCP e da CDU com o envolvimento dos candidatos e de milhares de activistas que amanhã terá início na Atalaia a 43.ª edição da Festa do Avante!.

Vai ser mais uma vez uma extraordinária manifestação política, cultural e de solidariedade erguida pela mão militante de milhares de comunistas mas também com a generosa participação de muitos amigos do PCP e da Festa. Os mesmos que até ao seu início não regatearão esforços para levar o mais longe possível a sua divulgação, a venda da EP e o que falta para concluir a construção. Os mesmos que, de igual modo, a farão funcionar para que ela seja, mais uma vez, uma realização político-cultural de massas de grande qualidade, num ambiente de convívio tranquilo, acolhedor e fraterno.

E é também neste contexto que, integrando as várias vertentes da intervenção do PCP, prossegue a sua acção de reforço tal como prossegue a dinamização da luta de massas dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho em torno das suas reivindicações concretas bem como das populações nomeadamente na defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado. Luta que assume, em simultâneo, um carácter convergente por uma política alternativa.

A CDU tem soluções para o País. Está nas mãos dos trabalhadores e do povo português dar à CDU o apoio necessário para que se avance e impedir que, pelas mãos quer do PSD e CDS quer do PS se ande para trás com tudo o que isso significaria de perda de direitos.

Com uma acção determinada e confiante, de que a Festa do Avante! e, em particular o comício no domingo, vai ser demonstrativa expressão, é possível construir a alternativa.

Foi com a CDU que se avançou. Será com uma CDU reforçada em votos e em deputados que se avançará na solução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.



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