O voto verdadeiramente útil é na CDU
CDU pede outro rumo para a Madeira

REGIONAIS No domingo, 22 de Setembro, realizam-se as eleições legislativas da Madeira. A CDU apresenta «um novo rumo ao serviço dos trabalhadores e do povo» para inverter a injustiça social.

No manifesto que apresentou ainda em Agosto, a CDU avança com «seis grandes questões a que urge dar resposta»: valorizar o trabalho e defender o emprego com direitos; redução das desigualdades, eliminação da pobreza, correcção de assimetrias; Defender a produção regional, promover o crescimento económico; qualificação de serviços públicos para o século XXI; um elevado nível de investimento público; preservação da natureza e combate à sua mercantilização.

Para corporizar e materializar as ideias plasmadas no documento, a Coligação PCP-PEV precisa de reforçar a sua votação, elegendo mais deputados. Sábado, em Câmara de Lobos, Edgar Silva, primeiro candidato, frisou que o voto útil é na CDU, força política com provas dadas. «O voto, por vezes, é entregue a quem, depois de o receber, toma medidas que são contrárias aos interesses e direitos de quem o deu. O voto só será verdadeiramente útil se tiver a garantia de que servirá para defender os direitos dos trabalhadores e do povo», salientou.

Desavergonhada ladroagem
No domingo, em São Martinho, concelho do Funchal, Edgar Silva denunciou «processos da mais desavergonhada ladroagem de dinheiros públicos». Referia-se à visita que o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, realizou na sexta-feira, 13, ao Madeira Medical Center, recentemente inaugurado com o apoio do PSD e do PS, onde anunciou que a empresa vai beneficiar de um crédito fiscal de 11 milhões de euros durante dez anos.

Segundo o candidato, aquela «ladroagem» visa retirar verbas do Orçamento Regional (OR) para «comprar votos» e «desviar verbas do OR para satisfazer determinados negociantes do sector da saúde».

Hoje, quinta-feira, a Coligação PCP-PEV vai realizar um jantar na Estalagem da Encumeada, Funchal, às 20h00, com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.

Com o mundo do trabalho

Depois de uma acção de contacto com os trabalhadores da Horários do Funchal, da Câmara Municipal do Funchal e do Parque Empresarial da Cancela, Edgar Silva almoçou, segunda-feira, 16, com dirigentes e activistas sindicais.

Na sua intervenção lembrou que o PS, com a abstenção do PSD e do CDS, aprovou alterações ao Código do Trabalho que promovem a precariedade e a desigualdade social. «Poderão os trabalhadores desejar uma mudança que traga maior exploração como esta que o PS impôs?», questionou o primeiro candidato, dando conta de que os partidos da política de direita (PS, PSD e CDS) votaram contra as propostas do PCP de valorização dos salários. Na Região Autónoma da Madeira «o salário médio praticado é 115 euros mais baixo que a média dos salários no resto do País», acusou, reclamando «um novo rumo que valorize os salários e os rendimentos».

Para além da valorização do trabalho e da defesa do emprego com direitos, a CDU entende que, «para travar a baixa natalidade, agravada no período da troika com a emigração massiva de jovens», urge «assegurar o direito a emprego estável e valorizado, com justas remunerações e compensações pelos custos de insularidade; garantir direitos sociais autonómicos e melhores condições de habitação e de vida; dar combate à precariedade e à desregulação dos horários de trabalho; criar incentivos à formação e qualificação dos jovens».

A lista da CDU conta, entre outros nomes, com Ricardo Lume e Sílvia Vasconcelos.



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