Colômbia treina paramilitares para gerar violência na Venezuela
Venezuela denuncia tentativas da Colômbia de socavar a paz

AMEAÇAS O governo da Colômbia continua a tentar minar a paz na Venezuela com ameaças de usar grupos paramilitares para gerar violência no país bolivariano, denunciam as autoridades de Caracas.

O presidente Nicolás Maduro anunciou na segunda-feira, 7, a decisão de manter a segunda fase do alerta laranja na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, face às provocações de Bogotá. Acrescentou que a Força Armada Nacional Bolivariana tem plena capacidade para defender a soberania e a integridade territorial da Venezuela.

Maduro aprovou um conjunto de medidas para manter de maneira permanente o alerta e a vigilância em relação à violência e ao tráfico de drogas e de combustível, bem como para o enfrentamento de grupos armados, sequestros e outros delitos provocados pelo país vizinho. Reafirmou que a Venezuela deseja a paz com a Colômbia mas alertou o mundo sobre as pretensões do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe e do actual, Iván Duque, de provocar a violência entre as duas nações.

Anteriormente, o primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, denunciou também as ameaças do governo colombiano de usar grupos paramilitares para cometer actos violentos provocatórios. Assegurou que a administração de Duque pretende suscitar acções de agressão na Venezuela, perante a impossibilidade de os seus aliados enfrentarem a Revolução Bolivariana pela via democrática. «Esses grupos paramilitares dedicam-se ao contrabando, à extorsão e ao narcotráfico, foram criados para isso», disse o também presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Destacou que o governo colombiano usa paramilitares para ameaçar a Venezuela «porque não se atreve a fazê-lo directamente».

Cabello denunciou que as bases militares dos EUA na Colômbia servem para treino dos paramilitares, os quais são parte da estrutura usada pelo governo de Bogotá para manter a violência e as actividades delituosas.

Colômbia conspira

Em Setembro findo, o presidente Maduro assegurou ter provas de como se conspira a partir da Colômbia para mandar grupos terroristas atacar serviços públicos e instalações militares no interior da Venezuela. Referiu a tentativa – dos organismos de inteligência colombianos – de corromper suboficiais e oficiais venezuelanos para sabotar o sistema de radares e de defesa aérea e anti-aérea.

«Colômbia tem um Estado falido que odeia a Venezuela como nunca e responde a orientações provenientes de sectores belicistas que aspiram a um conflito», assegurou. E reiterou a denúncia de que o governo de Duque, influenciado por Uribe, pretende forjar um pretexto para gerar um conflito armado entre os dois países.

Recentemente, durante o 74.º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, Iván Duque reiterou os ataques contra a Venezuela e o seu presidente.

A Colômbia foi um dos principais impulsionadores da aplicação contra a Venezuela do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, mecanismo que contempla o uso da força militar e que foi utilizado para justificar intervenções do imperialismo norte-americano na América Latina.




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