Breves
Acção no Aldi em Lagos

Trabalhadores do supermercado Aldi, em Lagos, levaram a cabo, no dia de aniversário da CGTP-IN, por iniciativa do CESP, uma acção de denúncia das condições de trabalho. Foram relatados e mostrados exemplos concretos de prepotência e desrespeito, por parte de chefias, e ocorreu mesmo uma tentativa frustrada de impedir o protesto, como relatou uma dirigente do sindicato.


Greve na Sonae Arauco

Os trabalhadores do parque de madeiras da Sonae Arauco, em Mangualde, decidiram entrar em greve por 48 horas, com início às 22 horas de ontem, quarta-feira, contra «fortes discriminações salariais».
Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos, Construção, Madeiras, Mármores e Similares da Região Centro explicou à agência Lusa que os aumentos salariais relativos a 2019, decididos em Março, foram, em média, de 200 euros para o pessoal das prensas e da caldeira, e de apenas 20 euros para duas dezenas de trabalhadores do parque de madeiras.
O problema tem sido tratado com a administração desde maio. A 30 de Setembro, o administrador propôs «mais 14 euros de aumento, em troca de mais tarefas a realizar pelos trabalhadores», contou Luís Almeida, realçando que o pessoal do parque de madeiras recebe já quase 400 euros menos do que os outros trabalhadores (com subsídios de turno e outros, proporcionais ao salário-base).


Reformados do Metro

Foi apresentado no dia 1 de Outubro o projecto de uma brochura que pretende registar a luta vitoriosa desenvolvida pelos reformados do Metropolitano de Lisboa contra as medidas impostas pelos governos no período em que vigorou o pacto de agressão da troika.
A apresentação e o apelo a mais contributos, até ao final deste mês, foram feitos durante um almoço-convívio, promovido pela Associação de Reformados do Metropolitano de Lisboa, com apoio do STRUP e da Fectrans/CGTP-IN.


Protesto com homologações

Durante uma concentração frente à Direcção de Serviços Norte da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), no Porto, soube-se que viram nesse mesmo dia os seus processos homologados alguns dos técnicos especializados que, há mais de dois anos, recorreram aos mecanismos do PREVPAP (Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração Pública).
A Federação da Função Pública (FNSTFPS) promoveu este protesto contra a demora na integração dos trabalhadores. O Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, que esteve na iniciativa, em dia de aniversário da central, reclamou celeridade na conclusão dos processos, sublinhando que a actividade profissional é permanente e, como tal, os trabalhadores devem estar no quadro.


Guardas prisionais em greve

De amanhã a segunda-feira, voltam a fazer greve os guardas prisionais, exigindo avaliação de desempenho mais justa, aumento do quadro, promoções, cumprimento da lei no que respeita a Segurança e Saúde no Trabalho e ao trabalho prestado em dias feriados, recuperação do tempo de serviço congelado, entre outras reivindicações.
Esta greve, convocada pelo SNCGP, será a terceira este mês, e foi antecedida de duas greves e uma concentração frente ao Ministério da Justiça, em Setembro.


Revolta dos polícias

Em concentrações realizadas na Direcção Nacional da PSP e na residência oficial do primeiro-ministro, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia deu conta de grande revolta, instabilidade e desmotivação entre os polícias. No dia 30 de Setembro, a ASPP/PSP foi ali entregar cartas com reivindicações. Da DN, exige um papel mais interventivo e mais firme junto do Governo, pois «a instituição está de rastos, em termos de meios, efectivos e equipamento» e «a Direcção não se pode ficar por reuniões formais», como disse à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues.