Aconteu
140 anos do «A Voz do Operário»

Assinalaram-se na passada sexta-feira, 11 de Outubro, os 140 da primeira edição do jornal «A Voz do Operário». Nascido em 1879 numa reunião de operários tabaqueiros, na qual o dirigente Custódio Gomes declarou «soubesse eu escrever, já há muito que tínhamos um jornal» e «bem ou mal, o que lá se disser é o que é verdade», o jornal mensal orgulha-se de manter a mesma opção de classe.

Coube ao então dirigente Custódio Braz Pacheco desenvolver e concretizar o projecto, que hoje é o mais antigo em circulação chegando a casa de milhares de assinantes, e está presente na Internet, afirmando o compromisso de sempre com a emancipação social dos explorados e o progresso.


«Autoridade» vence Bienal de Fânzeres

Da autoria do sírio Raed Khalili, «Autoridade» foi a obra seleccionada como vencedora pelo júri da 2.ª Bienal de Arte da Vila de Fânzeres. Na iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova, Gondomar, dedicada à caricatura e ao desenho humorístico, foram ainda atribuídas quatro menções honrosas pelo júri, constituído pelo professor Eugénio Henrique, da Fundação Júlio Resende, por Albertino Valadares, da Associação Artística de Gondomar, e por Onofre Varela, cartoonista.

Nesta edição da Bienal de Fânzeres, foram apresentados 175 trabalhos por 70 autores de várias regiões do mundo, facto que, para a autarquia, demonstra o crescimento e o potencial da mostra.

Brevemente, a junta de freguesia anunciará o local e a data da exposição, que contará com 49 obras e um catálogo.


Évora distingue Borges Coelho

Historiador e escritor, António Borges Coelho foi distinguido, no dia 2 de Outubro, com a Medalha de Ouro da Cidade de Évora. O resistente antifascista que esteve preso durante seis anos na cadeia do Forte de Peniche quando integrava o Mud Juvenil, e que depois do 25 de Abril foi presidente da Assembleia Geral da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, publicou, entre muitas outras obras, «A inquisição em Évora».

Actualmente, o professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, encontra-se a escrever o VII volume da sua História de Portugal.


Fausto Gonçalves homenageado em Lisboa

A actualidade dos ideais e a força do exemplo de Fausto Gonçalves foram realçados na homenagem que teve lugar no dia 12, sábado, na Casa do Alentejo, celebrando os 120 anos do nascimento do sindicalista, jornalista e comunista, um dos fundadores da Federação Maximalista Portuguesa e do PCP.

Ao longo da tarde intervieram Rosa Honrado Calado, dirigente da associação regionalista anfitriã, Isabel Camarinha, dirigente do CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços) e da CGTP-IN, Guilherme Fernandes, membro do Comité Central do PCP, Manuel Figueiredo, presidente da direcção da Sociedade Voz do Operário, e Maximiano Gonçalves, filho do homenageado.

A sessão encerrou com as vozes das Cantadeiras da Essência Alentejana.

Nascido em Tomar, a 23 de Setembro de 1899, Fausto Gonçalves teve desde muito jovem intensa actividade como jornalista e sindicalista, abraçando com entusiasmo os ideais da Revolução de Outubro.

A perseguição do fascismo levou-o à imprensa não diária. Desde 1945 e até à sua morte, em 1977, manteve a «Revista Alentejana» e colaborou activamente nas actividades culturais da Casa do Alentejo. Pertenceu ao Sindicato dos Jornalistas (possuindo o cartão de sócio N.º 1), à Associação Portuguesa de Escritores e à Sociedade Portuguesa de Geografia. Por sua vontade, a sua urna foi coberta com as bandeiras do PCP e da Voz do Operário.


Faleceu o primeiro «caminhante do espaço»

Alexei Leonov, o primeiro humano a «caminhar» no espaço, há 54 anos, morreu a semana passada, em Moscovo, aos 85 anos, anunciou a agência espacial russa. A 18 de Março de 1965, Leonov protagonizou a primeira saída de uma cápsula espacial, preso por um cabo.

Dez anos mais tarde, em 1975, o cosmonauta comandou o contingente soviético na primeira missão espacial conjunta com os EUA, denominada justamente Apolo-Soyuz.



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