PCP é força que conta para avançar nos direitos
Comité Central marca Congresso e aponta tarefas para 2020

INICIATIVA Jerónimo de Sousa apresentou, ao final da tarde de domingo, as principais conclusões da reunião do Comité Central do PCP realizada no fim-de-semana. A marcação do XXI Congresso do Partido para 27, 28 e 29 de Novembro de 2020 é uma delas.

A agenda de trabalhos definida pelo Comité Central nesta reunião é extensa e abrangente, indo muito para lá desse «acontecimento maior da vida partidária» que é o Congresso. Sobre este, Jerónimo de Sousa não deixou de referir que a sua realização terá lugar num quadro de particular exigência, com perigos e potencialidades patentes na vida política nacional e internacional».

Adiantando aos jornalistas algumas das iniciativas e linhas de acção apontadas para o «futuro próximo», o Secretário-geral realçou: uma acção geral de contacto com os trabalhadores e outra de afirmação da CDU; iniciativas em torno da defesa do Serviço Nacional de Saúde, Escola Pública e creches gratuitas, transportes públicos e habitação; um Encontro Nacional sobre Cultura a 18 de Abril; a comemoração dos 150 anos do nascimento de Lénine (22 de Abril de 1870) e dos 200 de Friedrich Engels (28 de Novembro de 1820).

Sublinhando a «importância e significado das comemorações do centenário do Partido, que se assinala em 2021», Jerónimo de Sousa destacou que o programa evocativo se inicia já a 6 de Março do próximo ano, no comício do 99.º aniversário que terá lugar no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Dinamizar a luta
e afirmar a alternativa

Na conferência de imprensa, o Secretário-geral do PCP apresentou ainda as análises principais emanadas da reunião, plasmadas no comunicado. Realçou, desde logo, a «importância da luta dos trabalhadores e do povo como factor determinante da concretização das suas reivindicações concretas», apelando ao seu desenvolvimento, bem como a de outras sectores e camadas da população «em defesa dos direitos e condições de vida».

O dirigente comunista salientou ainda ser a «afirmação da política patriótica e de esquerda e a construção da alternativa política que a concretiza que, no actual quadro, o PCP inscreve como elemento central do seu posicionamento e objectivos». É esta «questão fulcral», garante, que está colocada à intervenção do Partido, à acção e luta de massas e à convergência de democratas e patriotas. Enfim, a «todos quantos aspiram a um Portugal com futuro».

Antes de valorizar a apresentação, pelo Partido, de um vasto conjunto de iniciativas legislativas que concretizam compromissos assumidos, Jerónimo de Sousa referiu-se ao quadro político actual, distinto do dos últimos anos, aos problemas e constrangimentos que persistem graças às opções do PS e, ainda, à postura do PCP. Quanto a esta, realçou que o Partido será, como até aqui, «força de oposição a tudo o que contrarie ou faça retroceder os interesses e direitos dos trabalhadores e força indispensável para, com a sua iniciativa, se avançar na conquista de direitos».




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