Foi possível resistir
e defender
os postos de trabalho ameaçados
Unidade e firmeza derrotaram despedimentos

EXEMPLOS Foi possível defender quase uma centena de postos de trabalho, na empresa da Siemens que, no Aeroporto de Lisboa, assegura o funcionamento de tapetes rolantes e na Fundação D. Pedro IV.

Foram readmitidos na segunda-feira, dia 14, ao final do dia, os 15 trabalhadores da Sicman (agrupamento complementar de empresas detido a 95 por cento pela Siemens), que estavam prestes a perder o posto de trabalho, no final do despedimento colectivo combatido desde o final de Agosto.

Num comunicado que emitiu anteontem, o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas saudou os trabalhadores pela vitória que alcançaram, «com a sua resistência, firmeza e unidade», e que «surge na sequência de um plenário, na sexta-feira». Nessa reunião, relata o SIESI, «os trabalhadores demonstraram a sua firmeza na intenção de não serem despedidos e decidiram avançar para uma acção de luta no dia 15», a data em que o processo iria estar finalizado.

Esta acção acabou por ser cancelada, porque os objectivos estavam alcançados.

Para o sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN, esta vitória «confirma a importância e o valor da luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos» e «reafirma que é através dela que os trabalhadores conseguem alcançar resultados».

É ainda «um exemplo», para outros trabalhadores que se estão a deparar com problemas semelhantes, e «um estímulo a que não se resignem e lutem pelos seus direitos».

O SIESI avisa que falta agora saber como vão ser reintegrados estes trabalhadores, nomeadamente quanto a funções e horários. Além de adiantar que pretende em breve abordar este assunto com a administração, o sindicato apela a que mais trabalhadores se façam sócios da sua organização sindical de classe, dando-lhe assim mais força.

Os trabalhadores da Sicman devem manter-se«vigilantes na defesa dos seus direitos» e «confiantes na força da unidade, para ultrapassarem obstáculos, por mais difíceis que possam parecer».

Para garantir os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores do Lar de Marvila da Fundação D. Pedro IV «foi decisiva a intervenção e a persistência do CESP», assinala-se na «folha sindical» divulgada na semana passada pelo sindicato ao pessoal daquela instituição.

Em 11 de Agosto, a administração da Fundação responsabilizou o Estado por um despedimento colectivo que iria abranger os 79 trabalhadores do lar, alegando que o Instituto da Segurança Social não cumpria obrigações financeiras contratualizadas.

O CESP «tudo fez para manter os 79 postos de trabalho» e recusou «mãos cheias apenas de intenções que se traduziam em nada».

Numa reunião a 25 de Agosto, marcada de urgência, com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e uma vogal do ISS, estes «assumiram o compromisso de que todos os trabalhadores interessados poderão ingressar na SCML com vínculo efectivo», informou o sindicato, que convocou um plenário de trabalhadores.

Realizado a 27 de Agosto, «foi bastante participado», a informação sobre as condições de ingresso na SCML «foi recebida com bastante agrado» e «a maioria manifestou interesse na solução encontrada».

 



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