Aconteu
Visitante cem mil na Fortaleza de Peniche

Na Fortaleza de Peniche, onde está a ser construído o futuro Museu Nacional Resistência e Liberdade, e que tem patente ao público desde o passado dia 25 de Abril a exposição «Por teu livre pensamento», foi registado no dia 15 de Setembro o visitante cem mil.

Tão elevado número de visitas num tão curto espaço de tempo é um facto notável e, por isso mesmo, será objecto de celebração no quadro das Jornadas Europeias do Património que têm lugar entre esta sexta-feira, 27, e o domingo, na Fortaleza de Peniche.

Esta é uma das várias iniciativas que compõem o programa vasto das Jornadas Europeias em que se inclui um roteiro pela vila (conhecer os locais associados à prisão e à ligação da população com as famílias dos presos) e a evocação da fuga de Álvaro Cunhal contada por marionetas.


Luís Raposo à frente do ICOM

O arqueólogo português Luís Raposo foi recentemente reeleito presidente do Conselho Internacional de Museus da Europa (ICOM, na sigla em inglês), durante a conferência anual da organização internacional, que decorreu em Quioto, no Japão.

Da nova direcção deste organismo, que integra representantes da Alemanha, Itália, França, Grécia, Áustria e Portugal, faz ainda parte outro português, Mário Antas, museólogo e responsável do serviço educativo no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. As candidaturas de ambos, para um mandato de três anos, tinham sido formalizadas pelo ICOM Portugal.

Na ocasião, em declarações à Lusa, Luís Raposo, que eleito pela primeira vez em 2016, considerou que a presença de dois portugueses naquele organismo reflecte o «prestígio dos profissionais dos museus portugueses no ICOM».

Criada em 1946, esta é a maior organização internacional de museus e de profissionais de museus, vocacionada para a preservação e divulgação do património natural e cultural mundial, tangível e intangível, através de orientações de boas práticas.


Festival Atlântico no Luxemburgo

Decorre até domingo, 29, dia em que termina com Sérgio Godinho, a quarta edição do Festival Atlântico. Concebido para promover a música lusófona no Luxemburgo, o evento arrancou faz hoje oito dias, 19, com um concerto de pré-abertura no Centro Cultural Português no Luxemburgo. Os restantes concertos tiveram e têm lugar na Philharmonie, a principal sala de espectáculos do Grão-Ducado do Luxemburgo. Da programação fazem ainda parte nomes como Ana Moura, o trio de jazz Carlos Bica & AZUL, Noiserv, o colectivo Sete Lágrimas, os irmãos André e Bruno Santos, e também a moçambicana Selma Uamusse, a angolana Lúcia de Carvalho e o angolano Bonga.

A ideia do Festival Atlântico «é criar pontes, não só geográficas, mas também culturais e poéticas».


Maior expedição de sempre ao Árctico

Está já a caminho aquela que é apresentada como a maior expedição científica de sempre ao Árctico e que visa estudar durante um ano os efeitos visíveis das alterações climáticas no Pólo Norte.

A viagem do quebra-gelo «Polarstern», do instituto Alfred-Wegener, de Bremerhaven, na Alemanha, teve início dia 20, com partida do porto de Tromso, na Noruega. A bordo segue a equipa internacional que irá sendo rendida e que envolve no total cerca de 600 investigadores.

São 2 500 quilómetros de uma viagem que os levará até uma área em pleno Ártico onde permanecerão durante cerca de 150 dias, sob temperaturas que poderão cair até aos 45 graus negativos.

Objecto de estudo para os cientistas serão os ursos polares, a atmosfera, o oceano, o gelo e todo o ecossistema, havendo a expectativa de que sejam recolhidos dados que permitam avaliar como as alterações climáticas afectam a região e o mundo.

O «Polarstern» integra uma frota com outros quatro quebra-gelo da Rússia, China e Suécia, apoiada por aviões e helicópteros para reabastecer e transportar as equipas em rotação. O orçamento da expedição é de 140 milhões de euros, partilhado por 60 instituições de 19 países.


Retrospectiva de Vieira da Silva em Paris

Foi inaugurada dia 19, na galeria Jeanne Bucher Jaeger, em Paris, uma exposição com cerca de 40 obras de Maria Helena Vieira da Silva. Esta retrospectiva da pintora portuguesa naquela que foi a sua galeria de sempre na capital francesa seguirá depois para Londres e Nova Iorque, onde poderá ser vista até 2020.

Patentes ao público em Paris até 16 de Novembro, os quadros representam os diferentes períodos da pintora desde a obra «Le jeu de cartes», de 1937, até outras executadas em 1991, poucos meses antes da sua morte ocorrida no ano seguinte.

Em Londres as obras serão exibidas entre o fim de novembro e fevereiro, na galeria Waddington Custot, e em Nova Iorque estarão de março a maio de 2020, na Galeria Di Donna.



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