Uma exposição de fotografias de Nuno Correia, dedicada ao escritor José Cardoso Pires, um dos grandes autores da literatura portuguesa, está patente no Museu de Lisboa (Palácio Pimenta).
A mostra fotográfica, que é uma homenagem ao autor de obras como «O Delfim», «O Hóspede de Job» ou «Balada da Praia dos Cães», inclui fotografias de Lisboa inspiradas no seu livro «Lisboa, Livro de Bordo».
A exposição pode ser vista até ao próximo dia 1 de Março, estando a sessão de encerramento marcada para a véspera, 29, com a exibição do filme «José Cardoso Pires - Diário de Bordo», de Manuel Mozos, seguido de debate com a presença do realizador, do fotógrafo e de Carlos Carvalho, curador da mostra.
O filme «Avódezanove e o segredo do soviético», do moçambicano João Ribeiro, que adapta uma história do escritor angolano Ondjaki, teve estreia mundial dia 16, no Festival de Cinema Pan-Africano, nos EUA.
O filme, produzido pela Fado Filmes, é uma co-produção entre Moçambique, Portugal e Brasil, contando no seu elenco com três jovens actores - Keanu dos Santos, Caio Canda e Thainara Barbosa, aos quais se juntaram Anabela Adrianopoulos, Dmitry Bogomolov, Filimone Meigos e Flavio Bauraqui.
«Avódezanove e o segredo do soviético» é uma adaptação do romance homónimo de Ondjaki, publicado em 2008, com o qual venceu o prémio brasileiro Jabuti, na categoria de literatura para jovens. Inspirada nas memórias de infância do autor, a ficção tem por cenário a Luanda da década de 1980 durante as obras de construção do mausoléu de Agostinho Neto, primeiro Presidente da República de Angola.
A bailarina portuguesa Catarina Pires, da Academia de Dança de Zurique, foi eleita a «favorita do público» na 48.ª edição da competição internacional de bailado Prix de Lausanne, realizada naquela cidade suíça.
Catarina Pires era um dos 21 finalistas da 48.ª edição da competição internacional e um dos três portugueses seleccionados para a competição, com Diogo Bettencourt, da DNA N’Arts School, de Coimbra, e Pedro Silveira, da Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa.
A bailarina portuguesa estava entre os 84 bailarinos seleccionados para a competição, 51 dos quais raparigas e 33 rapazes, provenientes de 27 países.
O Prix de Lausanne é um dos mais importantes galardões dedicados à dança.
O violetista francês Christophe Desjardins, que estreou peças do compositor português Emmanuel Nunes, de cuja obra era um especialista, morreu dia 14, aos 57 anos.
Presença regular nas salas portuguesas de concerto, o músico estreou «Improvisation II-Portrait», na Bienal de Veneza, em 2002, obra que viria a gravar, com «La Main Noire» e «Versus III», num álbum inteiramente dedicado a Emmanuel Nunes.
Ao longo da carreira estreou criações de vários outros compositores contemporâneos (Pierre Boulez, Michaël Levinas, Jonathan Harvey, Wolfgang Rihm, por exemplo), fazendo também parte do seu repertório obras de Mozart e Johann Sebastian Bach.
Desjardins, que estudou música desde a infância, gravou dezenas de álbuns, tendo sido distinguido com prémios como Diapason d’or, Choc du Monde de la Musique, Télérama e Gramophone, da imprensa especializada.
O navio-escola Sagres partiu dia 15 do Rio de Janeiro, Brasil, com destino a Montevideu, capital uruguaia, naquela que é a sua quarta paragem desde que saiu de Lisboa, em 5 de Janeiro, para uma viagem de circum-navegação.
Além dos 142 elementos de guarnição, a bordo estão 50 instruendos da Aporvela – Associação Portuguesa do Treino de Vela e dois investigadores do projecto SAIL (Space-Atmosphere-Ocean Interactions in the marine boundary Layer), que tem por missão «estudar a interacção entre o espaço e o planeta Terra».
Passando por mais de 20 portos de 19 países diferentes, a viagem integra as celebrações do quinto centenário da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, e prolonga-se durante 371 dias.






