O fim da «cogestão»
Depois de amplas cedências em matéria de horários de trabalho, salários e direitos laborais, os sindicatos alemães são alvo de novas pressões do patronato que pretende alterar profundamente o mecanismo de «cogestão» (Mitbestimmung), considerado um elemento central da organização social do país.
Instituído no pós-guerra e desenvolvido nos anos 70 sob o impulso dos sociais-democratas Willy Brandt e Helmut Schmidt, com o apoio unânime do espectro partidário, a «cogestão» aplica-se às empresas com mais de dois mil assalariados e assenta num «conselho de vigilância», que nomeia uma direcção, composto por igual número de assalariados e representantes sindicais, por um lado, e membros designados pelo patronato, por outro.
Nas empresas que empregam entre 500 a dois mil pessoas, os representantes dos trabalhadores no conselho de vigilância apenas dispõem de um terço dos votos.
Sob o pretexto de que este modelo afasta os investidores estrangeiros, as associações patronais exigem a sua eliminação ou, pelo menos, alterações profundas limitem as possibilidades de intervenção dos trabalhadores.
«A cogestão foi um erro da história, declarou recentemente Michael Rogowski, presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI). «A globalização impõe-nos que debatamos a sua reforma».
Em colaboração com a União das Federações Patronais (BDA), a BDI criou uma comissão encarregada de apresentar propostas que permitam «ajustar» este mecanismo aos tempos modernos e melhor resistir à globalização.
Contudo, segundo a revista Der Spiegel, que teve acesso a um documento interno, em vez de uma actualização, o objectivo do mundo empresarial é esvaziar de conteúdo estes órgãos paritários, nos quais os representantes dos trabalhadores têm voz.
Instituído no pós-guerra e desenvolvido nos anos 70 sob o impulso dos sociais-democratas Willy Brandt e Helmut Schmidt, com o apoio unânime do espectro partidário, a «cogestão» aplica-se às empresas com mais de dois mil assalariados e assenta num «conselho de vigilância», que nomeia uma direcção, composto por igual número de assalariados e representantes sindicais, por um lado, e membros designados pelo patronato, por outro.
Nas empresas que empregam entre 500 a dois mil pessoas, os representantes dos trabalhadores no conselho de vigilância apenas dispõem de um terço dos votos.
Sob o pretexto de que este modelo afasta os investidores estrangeiros, as associações patronais exigem a sua eliminação ou, pelo menos, alterações profundas limitem as possibilidades de intervenção dos trabalhadores.
«A cogestão foi um erro da história, declarou recentemente Michael Rogowski, presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI). «A globalização impõe-nos que debatamos a sua reforma».
Em colaboração com a União das Federações Patronais (BDA), a BDI criou uma comissão encarregada de apresentar propostas que permitam «ajustar» este mecanismo aos tempos modernos e melhor resistir à globalização.
Contudo, segundo a revista Der Spiegel, que teve acesso a um documento interno, em vez de uma actualização, o objectivo do mundo empresarial é esvaziar de conteúdo estes órgãos paritários, nos quais os representantes dos trabalhadores têm voz.