Contra a extinção do INETI
A reforma dos laboratórios do Estado, que prevê a extinção do INETI – constante do plano tecnológico anunciado pelo Governo PS -, aprovada pelo Conselho de Ministros, no dia 29 de Junho, levou a Comissão de Trabalhadores (CT), em conjunto com o Conselho Científico do INETI, a realizar um debate, a 26 de Julho, que considerou a medida «extremamente grave».
Embora a CT concorde com uma reestruturação do instituto, «já a sua extinção, pondo em causa competências acumuladas ao longo de muitos anos, parece completamente incompreensível e em desacordo com os objectivos do plano tecnológico do Governo».
O encontro concluiu que o grupo internacional de avaliadores - cujo parecer defende o fim dos laboratórios - não fez qualquer análise técnico-científica da instituição para poder justificar aquela decisão e denunciou a inexistência de qualquer análise aos custos e benefícios que tal medida comporta.
Foi valorizada a importante contribuição dada pelo INETI na modernização das pequenas e médias empresas, através dos centros tecnológicos. Foram criticadas «as sucessivas e frequentes mudanças nas equipas da tutela e nos conselhos directivos ao longo dos anos, que têm impedido o normal funcionamento da instituição, provocando a instabilidade e sucessivos estrangulamentos financeiros». A mesma tutela, duplamente exercida pelos ministérios da Ciência e da Economia, é acusada de nunca ter atendido aos verdadeiros problemas da instituição e de não ter «uma visão que permita a definição de estratégias e políticas adequadas ao interesse nacional».
O encontro, refere a CT, realçou que os funcionários sempre defenderam a modernização da instituição e a sua dotação com os meios adequados a uma gestão eficiente e com avaliação de resultados. Os dirigentes devem ser escolhidos pela sua competência e deve haver um modelo de financiamento estável e atempado, com estratégias e objectivos plurianuais, sujeito a avaliações, refere a síntese divulgada pela CT.
«Desadequado» é como foi classificado o facto de a consulta pública da resolução do Conselho de Ministros estar a decorrer em pleno tempo de férias.
Um valioso património
Ao salientar o «valioso património humano, científico e material dos laboratórios do Estado», a CT lembra que o INETI tem 800 funcionários e 140 bolseiros com elevadas competências científicas e tecnológicas nas áreas de química, biotecnologia, energia, ciências alimentares, materiais, tecnologias de informação e óptica, além de contar também com o laboratório primário de metrologia.
Comprometidas com a extinção ficam também as áreas de formação, de avaliação da formação, das ciências de informação e das ciências geológicas.
Embora a CT concorde com uma reestruturação do instituto, «já a sua extinção, pondo em causa competências acumuladas ao longo de muitos anos, parece completamente incompreensível e em desacordo com os objectivos do plano tecnológico do Governo».
O encontro concluiu que o grupo internacional de avaliadores - cujo parecer defende o fim dos laboratórios - não fez qualquer análise técnico-científica da instituição para poder justificar aquela decisão e denunciou a inexistência de qualquer análise aos custos e benefícios que tal medida comporta.
Foi valorizada a importante contribuição dada pelo INETI na modernização das pequenas e médias empresas, através dos centros tecnológicos. Foram criticadas «as sucessivas e frequentes mudanças nas equipas da tutela e nos conselhos directivos ao longo dos anos, que têm impedido o normal funcionamento da instituição, provocando a instabilidade e sucessivos estrangulamentos financeiros». A mesma tutela, duplamente exercida pelos ministérios da Ciência e da Economia, é acusada de nunca ter atendido aos verdadeiros problemas da instituição e de não ter «uma visão que permita a definição de estratégias e políticas adequadas ao interesse nacional».
O encontro, refere a CT, realçou que os funcionários sempre defenderam a modernização da instituição e a sua dotação com os meios adequados a uma gestão eficiente e com avaliação de resultados. Os dirigentes devem ser escolhidos pela sua competência e deve haver um modelo de financiamento estável e atempado, com estratégias e objectivos plurianuais, sujeito a avaliações, refere a síntese divulgada pela CT.
«Desadequado» é como foi classificado o facto de a consulta pública da resolução do Conselho de Ministros estar a decorrer em pleno tempo de férias.
Um valioso património
Ao salientar o «valioso património humano, científico e material dos laboratórios do Estado», a CT lembra que o INETI tem 800 funcionários e 140 bolseiros com elevadas competências científicas e tecnológicas nas áreas de química, biotecnologia, energia, ciências alimentares, materiais, tecnologias de informação e óptica, além de contar também com o laboratório primário de metrologia.
Comprometidas com a extinção ficam também as áreas de formação, de avaliação da formação, das ciências de informação e das ciências geológicas.