Contra a reforma da educação em Itália
Estudantes bloqueiam cidades

No dia em que o parlamento italiano discutiu e aprovou a reforma do sistema universitário, centenas de milhares de jovens organizaram bloqueios em todas as principais cidades italianas.

Várias estações ferroviárias, estradas e auto-estradas em cidades como Milão, Turim, Génova, Florença, Bolonha, Pisa, Nápoles, Veneza, Palermo ou Bari foram palco dos protestos estudantis contra os cortes na educação pública.

Em Roma, no cerco ao parlamento, centenas de manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia de choque, que usou gás lacrimogéneo e carros blindados para selar grande parte do centro histórico da capital.

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E mesmo que a reforma tenha passado, com os votos da maioria direita, mesmo que o primeiro-ministro tenha desprezado os manifestantes, recomendando-lhes que fossem «para casa estudar» como fazem «os verdadeiros estudantes», os protestos de dia 30 de Novembro, tal como os realizados nas semanas anteriores, foram mais um sinal do profundo descontentamento que atravessa as diferentes camadas da população e em particular as novas gerações.

«Eles bloqueiam o nosso futuro. Nós bloqueamos as cidades», foi um dos slogans da jornada.



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