Breves
BEJA
Mais isolamento, não!

A CP – Comboios de Portugal pretende acabar com a ligação directa entre Beja e Lisboa, interrompida em Maio de 2010 para obras de electrificação na linha férrea até Évora.

Aquela empresa, que diz agora querer reduzir custos, aparece a propor «um novo modelo de exploração da Linha do Alentejo», que implica o fim da ligação directa Beja-Lisboa e Lisboa-Beja, obrigando os utentes a mudar de comboio em Casa Branca. Pretende ainda acabar com as ligações Beja-Funcheira-Beja, invocando o mesmo argumento dos custos.

Indignada, a Direcção da Organização Regional de Beja do PCP lembra que novas restrições nas ligações ferroviárias entre Beja e Lisboa – que repudia veementemente – , somadas à morosidade das obras do IP8 e aos sucessivos atrasos no arranque do aeroporto, só acentuam o já preocupante isolamento da capital do distrito e agravam os problemas económicos da região.


ALTO SEIXALINHO
Urge Estação de Correios

Os deputados do PCP Paula Santos e Bruno Dias, através de um requerimento apresentado na Assembleia da República, querem saber do Governo para quando está prevista a instalação de uma Estação de Correios na Freguesia do Alto Seixalinho, tendo em conta que hoje a sua população – constituída já por cerca de 20 000 habitantes –, quando necessita de serviços postais, é obrigada a deslocar-se à Freguesia da Verderena.

Também a Comissão de Utentes de Serviços Públicos da Freguesia pôs a circular um abaixo-assinado entre a população, reivindicando a instalação de uma Estação de Correios na freguesia.


COIMBRA
Governo engana populações

O Governo decidiu abandonar o projecto do Metro para a Cidade de Coimbra e encerrar o ramal da Lousã, enganando as populações de Coimbra e quebrando compromissos que havia assumido. Agora, pretendendo prolongar o «embuste», atira as obras para 2013.

A acusação é feita pela Comissão Concelhia de Coimbra do PCP, que repudia estas manobras, pelas quais responsabiliza também a administração da Metro Mondego. Apesar de ter estado contra a inclusão do ramal da Lousã no projecto Metro Mondego pelo «desajustamento da aplicação desta solução eminentemente urbana a uma linha de montanha», o PCP sempre defendeu a construção do Metro como solução para os problemas do trânsito e mobilidade na cidade, chamando ainda a atenção para a necessidade de coordenação da estrutura do Metro com os SMTUC, que o projecto Metro Mondego não garantia.