«O PCP reafirmou a solidariedade para com as forças democráticas, progressistas e revolucionárias»
Sobre a situação no Magreb e Médio Oriente
Solidários com as lutas

O PCP expressou solidariedade para com os levantamentos populares em diversos países árabes, mas alerta para «as tentativas de condicionar e reverter os avanços até aqui conquistados pela luta de massas».

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Reagindo às lutas desencadeadas no Magreb e Médio Oriente «em prol do emprego, pela melhoria das condições de vida, pelos direitos sociais e laborais, pela liberdade e a democracia», o PCP reafirmou a solidariedade para com «as forças democráticas, progressistas e revolucionárias que resistiram durante décadas à opressão de regimes apoiados pelos EUA e pela União Europeia e por organizações como a Internacional Socialista, e que agora se integram em amplos movimentos de luta popular que - a concretizarem-se as suas legitimas aspirações - representarão avanços significativos de natureza democrática no mundo árabe e importantes revezes para a estratégia de dominação do imperialismo» na região.

Em nota emitida pelo Gabinete de Imprensa, os comunistas portugueses valorizam «as vitórias alcançadas pelos povos tunisíno e egípcio com o afastamento dos ditadores», mas alertam para as tentativas «de condicionar e reverter os avanços até aqui conquistados pela luta de massas» e reafirmam «a importância da intensificação da solidariedade para a satisfação das exigências populares, como o afastamento de todos os responsáveis dos regimes opressores, a realização de profundas transformações no plano económico, social e político, e o fim da ingerência externa e da submissão aos interesses das potências imperialistas».

«O PCP condena a repressão que se faz sentir em países como o Iémen, Bahrein, Argélia, Marrocos e Líbia» e «apela à resolução pacífica dos conflitos internos» neste último, chamando ainda a «atenção para os perigos que, no quadro de uma grave situação interna, pendem sobre a sua independência e integridade territorial» e para «as manobras protagonizadas pelos EUA, União Europeia e NATO que, demonstrativas da sua política de dois pesos e duas medidas, suscitam profunda inquietação quanto aos riscos de intervenção externa neste País».

«Perante os levantamentos populares e face à real ameaça aos seus interesses, o imperialismo procura retomar a iniciativa visando garantir o domínio desta região, salvaguardando os seus profundos laços e suporte político, económico e militar com regimes que lhe sejam subservientes e com quem possa continuar a partilhar a exploração dos povos árabes e o controlo dos seus imensos recursos energéticos», considera-se ainda no texto.

 

Imperialismo hipócrita

 

Para o PCP, «os importantes acontecimentos em diversos países árabes não podem ser dissociados da longa história de ingerência e agressão por parte dos EUA e das grandes potências capitalistas da UE» e, por isso, «denuncia a profunda hipocrisia e cinismo dos EUA e da UE que, clamando pelo respeito dos direitos humanos e os direitos dos povos, procuram esconder que são os primeiros responsáveis pela sua mais grave violação e desrespeito através do seu apoio e profunda conivência com os regimes opressores, seus aliados na região, e por anos de ingerência, forte presença militar, agressão e guerra aos povos árabes, seja na Palestina, no Líbano ou no Iraque».

«Ao contrário do que a orquestrada operação de desinformação pretende fazer crer, os EUA e a UE não estão preocupados com o respeito pelos direitos humanos e as legitimas aspirações e direitos dos povos árabes. Aliás, o recente veto da administração Obama no Conselho de Segurança das Nações Unidas a uma proposta de resolução que exigia o fim da construção de novos colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados desde 1967, vem uma vez mais desmascarar a administração norte-americana, pondo a nu o seu apoio à política colonialista e genocida do Governo de Israel, seu cúmplice nos planos de domínio para o Médio Oriente», conclui.



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