Descontentamento contra as medidas do Governo
Protestos de Norte a Sul do País
Utentes contra as portagens nas SCUT

Milhares de pessoas participaram, no sábado, na marcha lenta «Algarve Livre sem Portagens», entre Vila Real de Santo António e Lagos, numa acção contra a introdução de portagens na Via do Infante (A22).

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O protesto, convocada pelo «Movimento Algarve – Portagens na A22 Não» e pela Comissão de Utentes da Via do Infante, contou com concentrações em quatro localidades algarvias, decorrendo ao longo de duas horas e meia nos dois sentidos da Via do Infante, culminando no Parque das Cidades, em Faro.

Segundo os organizadores, esta acção «superou as expectativas, tendo ficado demonstrada a insatisfação da população à introdução de portagens naquela importante via rodoviária». Em declarações à Lusa, João Vasconcelos, da comissão de utentes, destacou a «grande participação popular» e anunciou que no dia 8 de Abril, junto à Ponte Internacional do Guadiana, está marcado um novo protesto.

«A indignação foi transformada em revolta e demonstra que os algarvios não vão ficar sossegados, porque portajar a Via do Infante não é solução, e vai agravar a crise económica», afirmou, salientando que «as pessoas tiveram coragem e determinação e demonstraram o descontentamento pela atitude do Governo ao introduzir portagens numa via sem alternativas e essencial ao Algarve».

O descontentamento com as medidas do Governo não se fica apenas pelo Algarve. Hoje, às 17 horas, terá lugar em Viseu, com partida da Avenida Europa, um «businão», que se vai repetir, no dia 25, às 17.30 horas, em Castelo Branco, junto ao Governo Civil. No dia 8 de Abril, as acções de luta contra a introdução de portagens nas SCUT vão chegar a Vila Real (Parque Industrial, 17.30 horas), Viseu (Avenida Europa, 17.30 horas), Guarda (Parque Polis, 17.30 horas), Castelo Branco (Governo Civil, 17.30 horas), Fundão (Avenida da Liberdade, 18.30 horas) e Covilhã (Rotunda do Operário, 19 horas).

Para além destas acções, estão já recolhidas cerca de 33 mil assinaturas contra as portagens na A25, A23 e A24, sendo que destas 551 correspondem a subscrições de entidades colectivas (empresas, juntas de freguesia, associações diversas, câmaras municipais).



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