Breves
Palestina

61 pessoas morreram ou ficaram feridas em três dias de ataques contínuos de Israel contra a Faixa de Gaza, informou uma organização de defesa dos direitos humanos. Desde o início deste ano, revela a mesma fonte, as forças ocupantes israelitas já mataram 48 pessoas, incluindo sete crianças, e deixaram outras 153 feridas, 40 das quais menores de idade.

O Centro Al Mezan para os Direitos Humanos acusa o regime sionista de violar o Direito Internacional ao atacar civis e ao manter o bloqueio ao território governado pelo Hamas.


Suazilândia

O ANC apelou às autoridades locais para promoverem a democratização do país e o diálogo com as forças políticas e sindicais, levantando a proibição da acção dos partidos da oposição e admitindo o direito à manifestação e ao protesto.

A declaração do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) foi feita depois do governo da Suazilândia ter reforçado o contingente militar na capital, Mbabane, e na cidade de Manzini, medida que teve como objectivo impedir os anunciados protestos contra a monarquia liderada por Mswati III.

Informações divulgadas pela Lusa indicam que dirigentes do movimento sindical unitário daquele país foram detidos pelas autoridades antes das manifestações, agendadas para o dia 12 de Abril. A jornada que inicialmente deveria durar três dias foi, por isso, desconvocada.

Entretanto, numa concentração promovida junto à fronteira entre a África do Sul e a Suazilândia, o ANC, o Partido Comunista Sul-Africano e a maior central sindical sul-africana, a COSATU, deram duas semanas ao regime para iniciar o diálogo e as referidas reformas, caso contrário bloqueiam o trânsito entre os dois países.

Os suazes enfrentam uma grave crise económica e social e o movimento sindical daquele país exige a demissão do executivo e do rei. Os sindicatos contestam igualmente os benefícios concedidos a membros do governo, a imposição de uma nova taxa incluída na factura da electricidade e exigem medidas que resolvam as carências sentidas pelo povo.


Bielorrússia

As autoridades detiveram cinco suspeitos da organização do atentado levado a cabo no metropolitano de Minsk. A explosão de uma bomba na capital bielorrussa,

a semana passada, matou 13 pessoas e feriu mais de 150.

Entretanto, os cinco homens já confessaram a autoria do crime, mas os serviços de informação da ex-república soviética pretende apurar a mando de quem foi cometido o atentado.

O governo bielorrusso acusa o imperialismo euro-norte-americano de ter um plano para forçar a mudança política e económica no país, após ter fracassado a revolução colorida de Dezembro passado.

Apesar da crise capitalista mundial, a Bielorrússia mantém o desemprego nos 1,5 por cento, aumentou a produção de alimentos em 6 por cento e recusa privatizar os sectores chave da economia nacional, reafirmando que os recursos soberanos são para benefício do povo.


Península Coreana

EUA e Coreia do Sul reafirmaram a sua aliança contra a República Popular Democrática da Coreia. Em reunião mantida em Seul, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, reiteraram a coordenação da resposta ao «regime comunista do Norte» e a urgência de ratificação do Tratado de Livre Comércio entre os dois países.


Paquistão

Mais de 950 pessoas foram mortas pelos EUA na sequência de pelo menos 134 bombardeamentos realizados o ano passado contra o território. Dados apurados pela Comissão dos Direitos Humanos do Paquistão indicam que a maioria das operações ocorreram no Waziristão do Norte, e que as iniciativas militares norte-americanas são responsáveis por oito por cento do total de assassinatos no país durante o ano de 2010.

As autoridades paquistaneses consideram os bombardeamentos de Washington na zona de fronteira com o Afeganistão uma violação da sua soberania, mas os EUA continuam a efectuar incursões recorrendo a aviões não-tripulados, conhecidos como drones, alegadamente operados pelos serviços secretos e de espionagem.


Colômbia

Mais de um milhão de colombianos protestaram nas principais cidades do país contra as chamadas reformas no Ensino Superior empreendidas pelo Governo, o qual, acusam, pretende privatizar todo o sector.

Estudantes, professores e funcionários, bem como reformados do sector encheram as ruas da Colômbia e exigiram ainda aumentos salariais e melhorias nas condições de trabalho, reivindicações contrastantes com as medidas propostas na Lei 30, que de uma penada não só desresponsabiliza o Estado pelo financiamento das instituições como dá uma machadada na sua autonomia, deixando-as entregues aos projectos e interesses empresariais.

Paralelamente, dados divulgados por defensores dos direitos humanos no país afirmam que no primeiro trimestre deste ano 96 militantes e activistas sociais e políticos foram alvo de represálias. Destes, nove foram assassinados, quatro encontram-se desaparecidos e 83 sofreram ameaças contra a sua vida, foram detidos ou condenados arbitrariamente pelas autoridades, ou foram alvo de atentados falhados.

Acrescem ameaças ou ataques realizados contra 64 organizações sociais ou sindicais colombianas.

A maioria dos casos, 70 por cento, dizem as mesmas fontes, terão sido perpetrados por grupos paramilitares e oito por cento pela força pública.

Estas informações coincidem com a denúncia de que centenas de militares colombianos condenados por execuções extrajudiciais continuam nos respectivos postos militares, recebendo salário e concorrendo a lugares mais elevados na estrutura do exército.

Alguns dos indivíduos foram condenados a 40 anos de prisão efectiva, mas, não obstante, não só permanecem no activo como vêem, em não raros casos, as suas penas reduzidas, informaram órgãos de informação.

A situação é de tal forma aberrante que a imprensa colombiana descreve os privilégios de que gozam os militares detidos na Base de Tolemaida como «dignos de um hotel», de «um clube de repouso», de onde entram e saem sem restrições incluindo para estâncias balneares, e onde continuam a gerir os respectivos negócios.


México

A FSM exige o fim da repressão sobre os trabalhadores organizados no Sindicato Mexicano de Electricistas (SME) e respectivas famílias que, desde há um ano e meio, lutam pela manutenção dos postos de trabalho e contra a privatização e desmantelamento da empresa pública Luz y Fuerza del Centro.

A Federação Sindical Mundial dá como exemplo a detenção de 11 trabalhadores e o ferimento de outros 60 durante uma acção de protesto recente, e, citando dados do SME, acusa o governo de Filipe Calderón de infiltrar provocadores nas jornadas de luta.

Os electricistas não abdicam do cumprimento do contrato colectivo de trabalho, que abrangia os 44 mil trabalhadores despedidos.


Timor

A Austrália sabia da invasão Indonésia, afirma um investigador australiano. De acordo com Clinton Fernandes, da Academia das Forças de Defesa Australianas (ADF), documentos referentes a 1975, tornados públicos por ordem judicial, indicam que «o governo australiano tinha conhecimento prévio e detalhado das operações militares» indonésias.

«Embora isto fosse defendido durante muitos anos por observadores bem informados, é a primeira vez que existe uma prova documental que confirma o facto», sublinha Fernandes citado pela Lusa.

Os novos dados foram divulgados no âmbito do apuramento histórico do caso dos cinco australianos mortos em Balibó no período dos combates entre as forças invasoras indonésias e a Fretilin.


Nados-mortos

Programas simples podiam evitar a morte de 1,1 milhões de recém-nascidos em todo o mundo, sustenta um estudo divulgado pela revista médica The Lancet. Dos 2,6 milhões de óbitos de bebés que ocorrem antes, durante ou instantes após o parto, quase metade poderia não ocorrer se existissem cuidados obstétricos de emergência ou acompanhamento profilático de detecção e tratamento de doenças e malformações.

Os autores e divulgadores do estudo alertam igualmente para o facto de o combate a este problema não estar incluído nos chamados Objectivos do Milénio das Nações Unidas.