Corticeiros exigem justiça

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Algumas dezenas de trabalhadoras e trabalhadores das empresas corticeiras Vinocor e Subercor, do Grupo Suberus, concentraram-se na sexta-feira, dia 15, junto ao Tribunal de Santa Maria da Feira, procurando chamar a atenção para os graves problemas causados pelo arrastamento dos processos de insolvência. O protesto foi promovido pelo Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, da CGTP-IN, e nele esteve presente uma delegação da Comissão Concelhia do PCP, que mais uma vez afirmou o apoio activo dos comunistas a esta justa luta.

Ao fim de mais de dois anos, os processos de insolvência não têm fim à vista e existem mesmo problemas que têm a ver com a actuação dos administradores judiciais. Os cerca de 80 trabalhadores não vêem os salários actualizados há dois anos, tal como não foi aplicado o aumento adicional que visa eliminar a discriminação salarial das mulheres; não receberam o subsídio de Natal de 2010 e apenas receberam 25 por cento do subsídio de férias.

No comunicado que divulgou pouco depois da concentração, o PCP salienta que «esta situação não deriva unicamente da morosidade da Justiça», mas «tem uma raiz mais profunda nas políticas desenvolvidas pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com especial destaque para o actual do PS/Sócrates, que muito têm favorecido os grandes interesses e grupos económicos». «É precisamente isso que se está a passar no sector corticeiro», onde «o poder e os lucros de um único grupo crescem à custa da maior exploração dos seus trabalhadores e da asfixia dos pequenos e médios empresários», sublinha-se no comunicado.



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