PCP insiste em plano<br>estratégico para a CGD

Face às imposições do Banco Central Europeu (BCE) relativas à nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), o PCP confirma, mais uma vez, que são estruturas supranacionais quem decide sobre uma matéria relevante para o País.

Em conferência de imprensa dia 18 na sede do Partido, Jorge Pires, da Comissão Política, advertiu, porém, que «esta observação não significa que estejamos de acordo com o processo de nomeação e a escolha dos administradores do banco público. Antes pelo contrário».

«Já em 17 de Junho, numa declaração política sobre a situação na CGD, o PCP caracterizou o processo de nomeação da nova administração como intolerável» e correspondendo «no essencial à reposição do bloco central de interesses, com figuras oriundas ora do PS, ora do PSD e do CDS. Tal como considerámos intolerável, na mesma declaração, a decisão de elevar mais as remunerações milionárias para os seus titulares, algo que o PCP desde sempre combateu», recordou Jorge Pires.

O importante neste momento, acrescentou, é «definir um plano estratégico para a CGD, que a prepare para o cumprimento das suas responsabilidades, nomeadamente apoiar o desenvolvimento económico e social do País», e «a partir daqui, escolher as pessoas que estejam em condições de concretizar esse plano. Pessoas identificadas com o interesse público», precisou.




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