Breves
Acordo comercial

O Vietname e o Camboja assinaram em Hanói, na quarta-feira, 26, um acordo para desenvolver o comércio bilateral, que passa pela eliminação de taxas em vários produtos. A medida vai abranger, de imediato, 29 mercadorias vietnamitas e 39 cambojanas, o que segundo as partes deverá contribuir para melhorar as condições de vida da população, principalmente nas regiões fronteiriças.

Segundo uma declaração conjunta aprovada em Junho último, durante a visita do presidente vietnamita Tran Dai Quang ao Camboja, o objectivo dos dois países é elevar o seu intercâmbio comercial para cinco mil milhões de dólares anuais.


China aposta<br>em nanotecnologia

Cerca de 200 peritos em nanotecnologia de 24 países e regiões, e mil representantes de empresas, universidades e centros de investigação de todo o mundo estiveram reunidos de 26 a 28 de Outubro em Suzhou, no Leste da China, na VII Conferência e Exposição CHInano, para debater os avanços nesta área da computarização.

Segundo dados oficiais chineses, as empresas de nanotecnologia do Parque Industrial Suzhou geraram, em 2015, cerca de 30 mil milhões de yuanes (cerca de quatro mil 400 milhões de dólares). Para 2020, as previsões apontam para um valor de produção na indústria de mais de 100 mil milhões de yuanes (cerca de 15 mil milhões de dólares).


Efeito de estufa

A emissão da gases com efeito de estufa no Brasil registou um aumento de 3,5 por cento em 2015 relativamente ao ano anterior, informou a semana passada o Observatório do Clima brasileiro. O que mais influenciou a subida, refere a organização, foi a desflorestação: a transformação de zonas arborizadas em áreas de plantação ou para pasto representa cerca de 46 por cento das emissões. Em Setembro último, o país comprometeu-se a reduzir a emissão de gases em 37 por cento até 2025 e em 43 por cento até 2030, tendo como base o ano de 2005.


Colômbia

A realização de um novo referendo na Colômbia é uma possibilidade, porque um novo acordo com as FARC-EP «não pode ser descartado», afirmou na sexta-feira, 28, o presidente colombiano Juan Manuel Santos em entrevista à agência de notícias espanhola Efe, citado pela Lusa. «É uma das alternativas que eu tenho à minha disposição», disse, acrescentando que o país está a «desenvolver um novo acordo» e quando estiver pronto tem «várias opções» para apoiá-lo. O chefe de Estado fez notar que o «próprio Tribunal Constitucional descobriu que podia, sem permissão do Congresso convocar um novo plebiscito», e sublinhou que os que votaram «não» na consulta anterior, «não querem» nova consulta porque «sabem que o terremoto político causado pela rejeição do acordo de paz mudou as coisas». Um novo acordo de paz entre o governo e as FARC deve ficar concluído antes do final de Novembro.


Iémen

O enviado especial da ONU para o Iémen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, apresentou a semana passada aos dirigentes do movimento huti Ansar Allah uma nova proposta para pôr fim ao conflito que dilacera aquela nação árabe. A proposta inclui os partidários do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, aliado dos hutis, e segundo a Prensa Latina inclui seis pontos fundamentais, entre os quais o reconhecimento pelas partes de Abd Rabbuh Mansur Hadi como presidente de transição e a escolha de um novo vice-presidente (em substituição do actual, Ali Mohsin Al-Ahmar), eleito pelas partes em confronto. A proposta inclui ainda a revisão da Constituição de 2014, numa data a definir, bem como a realização de eleições supervisionadas pela ONU e a retiradas das forças hutis dos governos de Sanaa, Taiz e Al Hodaida

O representante das Nações Unidas abandonou a capital do país, Sanaa, sem obter uma resposta, mas esperando voltar em breve para organizar uma nova ronda de conversações entre hutis e representantes do governo do presidente Mansur Hadi.