Aconteu
«O Punho» na Escola de Mulheres

O espectáculo «O Punho», a partir da obra homónima de Bernardo Santareno, estreou na passada quinta-feira, 19 de Novembro, dia em que o dramaturgo faria 100 anos. Esta será a última produção de 2020 da Escola de Mulheres, aquela que é a última versão cénica com assinatura de Fernanda Lapa. Marta Lapa e Ruy Malheiro assumem a direcção artística deste projecto, numa encenação colectiva, por manifesta vontade de Fernanda Lapa, que definiu, ainda em vida, a equipa artística e técnica bem como o espaço cénico e figurinos desta criação.

Na derradeira peça de Bernardo Santareno (1980), «O Punho», o motor central da acção é a luta de classes no contexto da Reforma Agrária no Alentejo. «As duas personagens principais – a camponesa Maria do Sacramento e a latifundiária D. Mafalda são, simultaneamente, protagonistas e antagonistas. Duas mulheres fortíssimas em lados opostos da barricada e que são das mais belas e comoventes personagens do teatro português», lê-se na sinopse.

«A acção passa-se no antes, durante e depois da Reforma Agrária – três anos. Este período marcante e fraturante da história de Portugal dos anos 70 e que, actualmente, quase se tornou um tabu, é aqui transposta para a cena teatral sem maniqueísmos, ressalvando a humanidade das personagens levadas a agir pelo seu sentido de classe, pelo sofrimento e pelos afectos», continua o texto, que conclui: «Um coro trágico vai sublinhando ou suscitando a acção à maneira dos gregos».

A peça – em cena até ao dia 20 de Dezembro, de quarta-feira a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 17h00 – conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, da Associação para a Gestão da Cópia Privada, da Câmara Municipal de Lisboa, do Movimento Democrático de Mulheres e do Partido Comunista Português.


«Amor Fati» estreia em Portugal

No dia 12 de Novembro, chegou às salas de cinema portuguesas «Amor Fati», o novo filme da realizadora Cláudia Varejão. Esta longa-metragem, coproduzida pela Terratreme, é um retrato íntimo de pares e grupos de pessoas que partilham a vida, um elogio ao mistério dos encontros. Para este filme, a realizadora procurou, por todo o país e ao longo de dois anos, histórias de amores inabaláveis que se expressavam em fisionomias idênticas e encontrou centenas de pares.

João Ferreira, candidato a Presidente da República, assistiu à película, no passado dia 17, tendo trocado impressões com Cláudia Varejão e Pedro Borges, do Cinema Ideal, sobre a situação no cinema português, nomeadamente sobre as alterações à Lei do Cinema, que não veio resolver os problemas do sector, antes os agravou.


Miguel Oliveira venceu GP de Portugal

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) venceu no domingo, 22, o Grande Prémio de Portugal de MotoGP, 14.ª e última prova do campeonato, disputada no Autódromo Internacional do Algarve.

O piloto luso gastou 41 48,163 minutos para cumprir as 25 voltas ao traçado algarvio, deixando o australiano Jack Miller (Ducati) na segunda posição, a 3,193 segundos, e o italiano Franco Morbidelli (Yamaha) em terceiro, a 3,298 segundos, somando a segunda vitória da temporada.

Com estes resultados, Miguel Oliveira subiu à nona posição de um campeonato ganho pelo espanhol Joan Mir (Suzuki), que no domingo desistiu com problemas mecânicos na sua mota, sagrando-se campeão com apenas uma vitória esta época, enquanto a Ducati venceu o campeonato de construtores.


Três medalhas nos Europeus de Judo

Nos Europeus de Praga de Judo, Portugal, com 16 atletas, arrecadou três medalhas, duas de bronze (Rochele Nunes [+78kg] eJorge Fonseca [+100 kg]) e uma de prata: Telma Monteiro (-57 kg). No domingo, a Federação Portuguesa de Judo, como organizador do próximo Campeonato da Europa de Seniores – Lisboa 2021, recebeu a bandeira da União Europeia de Judo, entregue a Telma Monteiro.


«1.º Direito» premiado em Xangai

«1.º Direito», de Nicolau Fernandes e Ricardo Henriques, editado pela Pato Lógico, foi distinguido como um dos cinco melhores livros ilustrados do ano, num concurso chinês de literatura infantil, no âmbito da Feira Internacional de Livros Infantis de Xangai. O livro, sobre uma jovem que está fechada em casa e se entretém a observar as pessoas que vivem no prédio em frente, foi lançado em Maio, durante o período de confinamento.



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