A causa palestiniana mereceu especial destaque
CPPC e MPPM debatem novos perigos para a paz

SOLIDARIEDADE O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) realizaram, na quinta-feira, 19, a sessão pública «Médio Oriente: defesa da justiça e da paz».

A iniciativa decorreu na Casa do Alentejo, em Lisboa, e contou com a participação de Ilda Figueiredo, Carlos Almeida, presidente e vice-presidente da Direcção Nacional (DN) do CPPC e do MPPM, respectivamente, José Goulão, jornalista e membro da Presidência do CPPC, e Nabil Abuznaid, embaixador da Palestina em Portugal. Uma delegação da CGTP-IN esteve presente na sessão.

No debate foi analisada a situação conturbada na região do Médio Oriente, tendo-se sublinhado a necessária solidariedade de todos na exigência do fim da ingerência e da ofensiva do imperialismo na região, especialmente dos EUA. Naquele dia 19, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, visitou um colonato israelita na Cisjordânia ocupada, bem como os Montes Golã, ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Também não foram esquecidas as várias agressões a países como o Iraque, a Líbia, a Síria, o Líbano, bem como a guerra da Arábia Saudita contra o Iémen, entre outras.

A causa palestiniana mereceu especial destaque, tendo-se afirmado o direito daquele povo a um Estado soberano e viável nas fronteiras anteriores a 1967 e capital em Jerusalém Oriental, o cumprimento das resoluções da ONU, a libertação dos presos políticos das cadeias israelitas, o fim dos colonatos e o direito de regresso dos refugiados.

América Latina
No dia anterior, 18, a Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto, acolheu uma outra sessão de solidariedade «Com os povos da América Latina», que contou com as palavras de Ilda Ilda Figueiredo, Alfredo Maia, jornalista e membro da Presidência do CPPC, e Sandra Tavares, professora universitária. Como se sublinhou, apesar de todos os ataques e golpes de estado e bloqueios, a luta dos povos demonstra que são possíveis vitórias, como aconteceu recentemente na Bolívia e no Chile. No entanto, advertiu-se, prossegue a acção desestabilizadora dos EUA e das oligarquias ao seu serviço. Denunciados foram ainda os bloqueios norte-americanos e de seus aliados a diversos países, designadamente a Cuba e à Venezuela.

Durante a sessão deu-se ainda a conhecer um conjunto de acções que o CPPC está a concretizar ou programar, incluindo a petição pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares e o próximo Concerto pela Paz, nos dias 9 e 17 de Janeiro de 2021, no Porto (Rivoli) e em Gondomar, respectivamente.

 



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