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Espólio documental do gravador David de Almeida

O espólio documental do artista David de Almeida (1945-2014), composto por manuscritos, fotografias e negativos de obras e maquetas de trabalhos de arte pública, diários com desenhos e colagens, foi entregue à Biblioteca de Arte da Fundanção -Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Esta doação foi feita pelas filhas de David de Almeida e surge na sequência de uma outra, no ano passado, de peças de arte do artista doadas para o acervo da Colecção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian, informou a fundação em comunicado divulgado dia 30 de Dezembro.

Nascido em São Pedro do Sul, David de Almeida é considerado um dos mais proeminentes gravadores contemporâneos portugueses, tendo desenvolvido também ao longo da sua actividade artística trabalhos na pintura e escultura.

Iniciando-se nos processos tradicionais da gravura, o artista veio a criar, na década de 1989, o seu próprio método de gravar, utilizando a pasta de pedra e a argila expandida. Premiado nacional e internacionalmente, tem obras suas em espaços públicos em Portugal, no Brasil (São Paulo), Macau, Espanha, e em Cabo Verdade, que têm como material base a pedra.

O espólio permitirá «não só uma melhor compreensão da prática artística de David Almeida, contextualizando-a, como também a investigação de aspectos da arte moderna e contemporânea em Portugal», informa a Fundação Calouste Gulbenkian.


140 milhões de crianças nascerão em 2021

Terão nascido mais de 370.000 crianças em todo o planeta no primeiro dia de 2021, segundo estimativa da UNICEF. A organização das Nações Unidas para a infância adiantou que metade desse total de nascimentos terá ocorrido em dez países, pela seguinte ordem: Índia (60.000), China (35.600), Nigéria (21.400), Paquistão (14.161), Indonésia (12.336), Etiópia (12.006), Estados Unidos da América (10.312), Egipto (9.455), Bangladesh (9.236) e República Democrática do Congo (8.640).

As previsões da organização, que comemora este ano o seu 75.º aniversário, apontam ainda para que durante 2021 nascerão 140 milhões de crianças, cuja esperança média de vida será de 84 anos.


Cartunista sírio vence prémio pela paz

O cartunista sírio Raed Khalil venceu o prémio especial da secção artística da 24.º edição do Concurso Internacional Fax for Peace. A competição italiana contou com a participação de vários caricaturistas de todo o mundo.

O galardão, que também foi atribuído ao iraniano Nahid Zamani, destingiu o trabalho do artista sírio na sua abordagem à realidade das crianças em situação de guerra e da assistência, muitas vezes limitada, que lhes é prestada por organizações internacionais de apoio à infância.

Raed Khalil, que nasceu em1973, trabalha no jornal Al-Baath e na televisão síria e é um grande dinamizador da caricatura no seu país, tendo participado em inúmeras exposições individuais e colectivas tanto a nível nacional como internacional.

Galardoado com dezenas de prémios e certificados de reconhecimento, o cartunista está à frente do portal Syria Cartoon e é o director da Exposição Internacional de Caricaturas na Síria.


Filme português distinguido nos EUA

O filme Vitalina Varela, do realizador português Pedro Costa, foi eleito o quarto melhor filme de língua estrangeira do ano pela Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos da América. O filme foi ainda o terceiro classificado na categoria de melhor cinematografia, pelo trabalho do director de fotografia Leonardo Simões.

Vitalina Varela, que conta a história de uma mulher cabo-verdiana após a morte do seu marido, estreou-se em Agosto de 2019 no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, onde recebeu os prémios Leopardo de Ouro e Leopardo de melhor interpretação feminina. Desde então, a longa-metragem tem sido exibida em diversos festivais internacionais de cinema.


Criado novo prémio Carlos do Carmo

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) anunciou, no dia 11, a criação do Prémio Carlos do Carmo que procurará destinguir, anualmente, o melhor disco de fado.

Segundo a associação, o novo galardão é uma «homenagem sentida a um dos maiores intérpretes musicais portugueses de sempre», um dos maiores vultos do fado e da cultura nacional.

Depois de uma carreira de 55 anos, Carlos do Carmo morreu no início deste mês.



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