- Nº 2690 (2025/06/18)

Greves na Preh, Airbus e Cabelte por mais salários e condições

Trabalhadores

Os trabalhadores da Preh, da Cabelte e da Airbus têm, nas últimas semanas, convocado greves em luta por melhores salários e condições laborais, contra o que classificam ser a intransigência patronal.


No dia 6, na Preh, Trofa, foram mais de cem os trabalhadores concentrados à porta das instalações da empresa, na mesma data em que ocorreram greves de duas horas por turno. Em concreto, estes trabalhadores lutam por aumentos salariais dignos e justos, pela efectiva negociação do seu caderno reivindicativo, e contra a precariedade, o trabalho aos sábados e o banco de horas.

Presente na concentração, o Secretário-Geral da CGTP-IN criticou «as políticas que têm sido seguidas» por sucessivos governos. «Os salários são baixos, a vida cada vez mais desregulada e o custo de vida aumenta cada vez mais», sublinhou.

Tiago Oliveira alertou para o que anteviu virem a ser momentos de «muitas incertezas e dificuldades» com o novo Governo, frisando que «aquilo que espera os trabalhadores e o País» é a continuidade de uma política que continuará a «corresponder aos interesses das empresas, do capital, e nunca aos interesses dos trabalhadores».

O dirigente sindical denunciou, ainda, os discursos dominantes – ao serviço do grande capital – que, na disputa por mais direitos e condições de trabalho, coloca o ónus do lado dos trabalhadores.

«Quando o trabalhador luta e reivindica melhores salários, [dizem que] primeiro temos que responder e aumentar a produtividade. Quando o trabalhador reivindica um vínculo estável, [dizem que] primeiro temos que responder às necessidades das empresas e da economia», asseverou.

Também presente na concentração, Miguel Ângelo, coordenador do SITE-Norte (que convocou a greve), em declarações à imprensa, assinalou que «esta empresa sempre teve o condão da exploração dos trabalhadores, com a prática de baixos salários, uso e abuso do banco de horas» e a obrigação de os trabalhadores, «de quinze em quinze dias, terem de vir dar cinco horas ao sábado».

Contra a intransigência patronal

Na Airbus Atlantic, na zona industrial da Ermida, Santo Tirso, os trabalhadores estiveram em greve nos dias 13 (greves parciais de quatro horas por turno) e no dia 14 (greve, todo o dia, ao trabalho extraordinário).

Tal como consta no pré-aviso de greve emitido pelo SITE-Norte, estes trabalhadores estão em luta por aumentos salariais dignos e justos para todos, e pelo fim da intransigência da empresa e o início de uma efectiva negociação do caderno reivindicativo.

A luta na Airbus contou com a presença de Rogério Silva, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN e coordenador da FIEQUIMETAL.

Já na Cabelte, os trabalhadores das instalações da empresa em Arcozelo (Vila Nova de Gaia) e Ribeirão (Vila Nova de Famalicão) estarão em greve entre hoje, 18, e o dia 29, com um período de greves parciais em diversos turnos ao longo de cada dia.

Os trabalhadores da empresa, sublinha-se no pré-aviso, estão em luta por melhores salários, pela quinta diuturnidade (prémio de antiguidade na categoria) e pela fixação das 20h00 como a hora inicial do período considerado para o trabalho nocturno.