Todas as formas de luta contra assalto aos direitos

O Governo «tem em marcha um assalto aos direitos laborais, com um novo pacote de agressão aos direitos dos trabalhadores», mas a CGTP-IN «continuará a aprofundar a construção de iniciativas que travem e derrotem esta ofensiva, não excluindo nenhuma das formas de luta a que os trabalhadores têm direito e que a Constituição consagra».

A Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN debateu o problema, na sua reunião de segunda-feira, dia 7, cujas conclusões foram apresentadas em conferência de imprensa, nessa tarde, por Tiago Oliveira.

A confederação salientou que «não se trata de uma ou outra medida lesiva, mas sim de um ataque articulado». Este tem por objectivo, «com recurso a uma crescente individualização das relações laborais, reduzir o poder de compra dos salários, precarizar os vínculos, desregular os horários e degradar ainda mais as condições de trabalho e, assim, as condições de vida no nosso País, aumentando a exploração e as desigualdades». Esta é «uma opção pelo grande capital, em prejuízo dos trabalhadores».

A esta opção associa-se «a tentativa de enfraquecer as formas de luta para lhes dar resposta», ou seja, para manter os níveis de exploração e para avançar com este assalto, o Governo «quer pôr em causa o direito à greve», procurando assim «fragilizar a resistência dos trabalhadores» e «limitar a acção reivindicativa».

Perante «uma ofensiva que afecta todos os trabalhadores, sejam do sector privado ou público, sejam de que nacionalidade forem», a CGTP-IN garante o empenho para «uma forte unidade na resposta».

 



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