«O que enfurece os EUA é a independência de Cuba»
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, apontou razões para a hostilidade do governo dos EUA, que no dia 11 impôs sanções contra si e alguns outros dirigentes cubanos e seus familiares.
O que enfurece os EUA em relação a Cuba «é a verdadeira independência, é que não governem aqui as transnacionais, é que tenhamos saúde e educação grátis, é que não peçamos licença para condenar crimes como os de Israel e dos EUA contra os palestinianos», afirmou Díaz-Canel.
Em Washington, o Departamento de Estado anunciou sanções contra o Presidente de Cuba e membros do governo cubano, anulando os seus vistos para assistir a eventos em território norte-americano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, e outros governos latino-americanos e das caraíbas, entre os quais o da Venezuela, rejeitaram energicamente a medida impulsionada pelo secretário de Estado Marco Rubio «e um grupo de senadores de extrema-direita que utilizam a política contra Cuba num lucrativo negócio».
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou solidariedade com o seu homólogo de Cuba face às medidas ilegais impostas contra si pelos EUA. «Estou seguro de que o povo cubano irmão continuará lutando; e saibam que contam com a Venezuela e a ALBA-TCP (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos) para materializar o sonho de Bolívar, Martí, Fidel e Chavez», afirmou Maduro, enfatizando que a Venezuela está e estará sempre com Cuba.




