Onde está a pujança da Madeira?
O Governo Regional da Madeira «vangloria-se do belíssimo momento económico que a região vive, de todos os recordes que são batidos diariamente», mas «os trabalhadores não sentem essa pujança económica», protestou Alexandre Fernandes. Na quarta-feira, dia 9, no final de uma arruada até à Quinta Vigia, no Funchal, o coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM/CGTP-IN), criticou o Executivo, por sucessivamente não responder às reivindicações que lhe são apresentadas, e assegurou que a luta dos trabalhadores vai continuar.
A acção foi antecedida de um debate com dirigentes e delegados sindicais, no qual foi aprovada a resolução depois entregue na residência oficial do presidente do Governo Regional. Tanto este, como o Governo nacional, ambos com PSD e CDS em coligação, «assumiram frontalmente uma política oposta aos interesses dos trabalhadores, atentatória dos serviços públicos e das funções sociais do Estado e do cumprimento dos direitos inscritos na Constituição», afirma-se no documento.
A USAM reivindica aumento de salários para todos os trabalhadores, em pelo menos 15 por cento e em valor não inferior a 150 euros; a fixação do salário mínimo nacional em mil euros, com acréscimo de 8 por cento, para compensar a insularidade; combate à precariedade; redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais.
No debate e na arruada participou também o Secretário-Geral da CGTP-IN. Tiago Oliveira esteve, no dias 9 e 10, na RA da Madeira, e acompanhou outras iniciativas




