Por um museu da resistência no Porto
A bancada comunista apresentou, no dia 21, um projecto de resolução para que a Assembleia da República recomende ao Governo a instalação de um futuro museu da resistência antifascista no Porto, no edifício do Heroísmo, deslocalizando o Museu Militar da cidade, actualmente sediado naquele espaço.
A iniciativa prevê, igualmente, a valorização e o apoio à implementação do projecto museológico “Do Heroísmo à Firmeza – Percursos da Memória na Casa da PIDE no Porto (1936/74)”, actualmente em curso, resultante de uma parceria entre a URAP e o Exército.
Cabe lembrar que, entre 1930 e 1974, o edifício foi sede da delegação da PIDE no Porto. Ali foram, durante o fascismo, presas, interrogadas e torturadas cerca de 7600 pessoas – dos quais dois, Joaquim Lemos Oliveira e Manuel da Silva Júnior, foram assassinados.
No projecto, o PCP propõe, ainda, que o Governo calendarize a concretização da deslocalização do Museu Militar e proceda à criação da Rede Nacional de Museus da Resistência (permitindo a articulação entre este futuro museu no Porto, o Museu do Aljube em Lisboa, e o MNRL em Peniche).
O projecto, recordam os comunistas, vem na sequência de duas resoluções do Parlamento no passado: em 2015, pela implementação do projecto “Do Heroísmo à Firmeza”; e em 2019, pela criação deste museu na antiga sede portuense da PIDE.
Esta proposta foi apresentada no âmbito das 16 medidas que os candidatos da CDU pelo círculo do Porto se comprometeram dar entrada na AR nos primeiros 100 dias de mandato.




