Comunistas espanhóis condenam violência racista
O Partido Comunista de Espanha (PCE) manifestou-se contra os actos de violência racista ocorridos em meados deste mês na pequena cidade de Torre Pacheco, no sudeste do país.
PCE aponta extrema-direita e direita como responsáveis dos incidentes racistas
Manifestando «preocupação» pela «escalada de ódio racista» contra a população migrante de Torre Pacheco e de toda a comarca de Cartagena, o PCE, em comunicado do seu Comité Regional de Múrcia, defende que a agressão a um morador da localidade, para a qual pediu justiça, serviu de pretexto para que vários grupos fascistas, encorajados pelo Vox e com apoio do Partido Popular, organizassem “caçadas de rua” contra a população de origem magrebina.
Os comunistas exigem «medidas para salvaguardar a convivência no município» e apontam a extrema-direita e a direita como «máximos responsáveis por serem cúmplices e patrocinarem os discursos de carácter racista e xenófobo».
A região de Múrcia foi e é um território diverso no âmbito étnico e cultural, que assenta parte do seu desenvolvimento económico, em especial dos sectores agrícola e hoteleiro, em grande medida na sobre-exploração dos trabalhadores, nomeadamente dos que são imigrantes, com todas as consequências sociais que daí decorrem nas suas condições de trabalho e de vida.
Face à situação, o PCE reclamou «uma resposta antifascista e anti-racista imediata por parte dos colectivos políticos e sociais em defesa da convivência social e local e no respeito e na defesa dos direitos humanos mais elementares». E propôs «a criação urgente de um fórum de acção e debate entre organizações religiosas, políticas e sociais, que elabore um plano de acção pela convivência e a unidade da maioria social».




