Trabalhadores do porto de Génova rejeitam envio de armas para Israel

Na cidade italiana de Génova, trabalhadores portuários e activistas protestaram, no passado dia 25, de manhã e à noite, contra o embarque de armas para Israel e a militarização da infra-estrutura portuária, no quadro de recentes entendimentos entre a NATO e a União Europeia sobre a utilização de infra-estruturas civis para fins belicistas.

Segundo dirigente do sindicato local, ligado à União Sindical de Base (USB) a manifestação foi dirigida às autoridades da cidade, a quem os trabalhadores exigem uma posição clara de solidariedade com a Palestina.

Os estivadores genoveses há muito que adoptaram medidas contra a transferência de armas através do seu porto, incluindo denúncias anteriores sobre embarques de armamento para a Arábia Saudita.

Desde o início da agressão genocida de Israel contra os palestinianos da Faixa de Gaza, os estivadores de Génova e de outros portos de Itália estabeleceram laços com colectivos de trabalhadores portuários europeus, em especial em França e na Grécia, trocando informações sobre navios transportando material militar com destino a Israel.

Apoiados pela USB, os trabalhadores portuários de Génova, com o seu protesto, deixaram claro que, se lhes for solicitado, recusarão manusear carga militar de navios em trânsito para Israel.

 



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