- Nº 2696 (2025/07/31)

MURPI denuncia eleitoralismo na descida do IRS e exige justiça fiscal para os reformados

Nacional

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI considerou que a descida do IRS anunciada pelo primeiro-ministro é uma medida eleitoralista que não vai melhorar a vida das pessoas.

«Concretamente, para a esmagadora maioria dos reformados não haverá qualquer impacte, já que as suas reformas e pensões não chegam sequer ao valor do salário mínimo», adiantou o MURPI em nota de imprensa de 28 de Julho.

Também as reformas e pensões mais elevadas «pouco ganham com esta descida do IRS», entre 0,4 e 0,6 pontos percentuais, consoante o escalão. Como exemplo, refere-se que «uma reforma de 1000 euros mensais poupará apenas cerca de 34 euros por ano».

«Fácil é concluir que, mais uma vez, os reformados e pensionistas são lesados com esta suposta descida de impostos que aprofunda ainda mais a injustiça fiscal e a desigual distribuição do rendimento» e que «beneficia quem tem mais rendimentos», sendo um pretexto para «não aumentar as reformas e pensões de acordo com a subida do custo de vida, como há muito se impõe», acusa a Confederação.

Os reformados e pensionistas reclamam ainda que o Governo reduza significativamente o IVA sobre bens e produtos essenciais, sobre os medicamentos, sobre a electricidade, gás e telecomunicações.