Encontro EUA-Rússia
Os presidentes dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, e da Federação Russa, Vladimir Putin, reúnem-se na sexta-feira, 15, no Alasca, onde deverão debater as relações bilaterais e outros temas de interesse comum, entre os quais a guerra que se trava na Ucrânia.
Presidentes Trump e Putin vão encontrar-se no Alasca, no dia 15, onde se anuncia que debaterão diversos temas de interesse comum para os dois países
No passado dia 6, o representante especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, deslocou-se a Moscovo e foi recebido pelo presidente Putin. Posteriormente foi anunciado o começo dos preparativos para um encontro entre os presidentes dos EUA e da Rússia. Na noite de 8, Washington e Moscovo informaram que a reunião de alto nível se realizará a 15 de Agosto, no Estado norte-americano do Alasca.
O assessor presidencial russo para Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov, recordou que «a Rússia e os EUA são vizinhos próximos que partilham fronteiras e parece totalmente lógico que a nossa delegação simplesmente cruze o estreito de Bering». Acentuou também que no Ártico convergem interesses económicos cruciais para ambos os países.
O Alasca foi território russo até 1867, quando foi vendido aos EUA pelo czar Alexandre II. Putin será o primeiro líder russo a visitar oficialmente esse Estado norte-americano. O encontro no Alasca será o primeiro que se realiza entre Putin e Trump desde 2019 e marcará o regresso do presidente russo a solo norte-americano após quase uma década.
Segundo Ushakov, o principal objectivo do encontro será debater «opções para alcançar uma solução pacífica a longo prazo para a crise ucraniana» e não apenas um eventual cessar-fogo. O assessor manifestou, entretanto, a vontade russa de que um segundo encontro entre Putin e Trump, após a reunião do dia 15, no Alasca, se realize em território russo, tendo já sido transmitido o convite nesse sentido ao presidente norte-americano.
Tanto o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, como os governantes dos países europeus – como o Reino Unido, a Alemanha ou a França, entre outros – e os responsáveis por instituições da União Europeia, que mais têm pugnado pelo prolongamento da guerra na Ucrânia, apesar de terem multiplicado nos últimos dias declarações e encontros com a intenção de garantir a sua presença na reunião no Alasca, não foram convidados a participar, embora estes tenham realizado diversos contactos anteriores com a Administração norte-americana.




