«Retrocesso de uma década» no ensino superior

Finda a primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, sabe-se, pelos dados da DGES, que se candidataram 49595 pessoas, menos 9046 do que em 2024 – uma redução de 15,43 por cento que a JCP, em comunicado de dia 5, considerou ser «um retrocesso de uma década»,fruto «da política de direita praticada pelo actualGoverno», e apoiada ou sustentada por CH, IL e PS.

Este valor, avaliou, «não é apenas um número, são os milhares de jovens para os quais continuar os seus estudos não foi sequer uma opção, incapazes de suportar os custos associados à frequência do ensino superior», nomeadamente as propinas e o alojamento.

Sobre estes, a JCP frisou como negativas as intenções do Governo em aumentar o valor das propinas e em continuar a descumprir o Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, a que se soma «a brutal insuficiência da acção social escolar», num contexto onde está em curso «uma política de baixos salários, exploração e saque às famílias e aos jovens».

Isto, referiu, após um período onde, resultado da luta dos estudantes, do PCP e da JCP, se iniciou, em 2015, um caminho de redução das propinas – coincidente com a altura «em que o número de candidaturas […] aumentou».

Os jovens comunistas denunciaram, ainda, a desresponsabilização do Estado perante o ensino superior (de que resulta a sua descaracterização, subfinanciamento e gradual privatização) e as consequências negativas do novo modelo de exames nacionais.

Perante estes ataques, fica a garantia de se continuar a lutar «por um ensino superior que seja para todos – pelo ensino superior de Abril», frisou a JCP.

 



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