Homenagem às mais de 18 mil crianças palestinianas assassinadas

Ao longo de todo o dia 7 decorreu, sob o mote «Fim à impunidade dos crimes de Israel!»,uma acção de homenagem às vítimas do genocídio na Palestina e, particularmente, às mais de 18 mil crianças assassinadas.

«Fim à impunidade dos crimes de Israel!»

Entre as 10h00 e as 20h00, foram milhares as pessoas que foram parando, na praça do Rossio, para homenagear crianças palestinianas mortas desde Outubro de 2023 às mãos de Israel.

Durante a iniciativa, os nomes das crianças foram lidos, um a um, por membros das organizações promotoras (CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projecto Ruído), outros activistas, individualidades da cultura e cidadãos palestinianos, libaneses, sírios e iraquianos.

Na realidade, e como sublinha o CPPC, as 10 horas foram suficientes para ler “apenas” cerca de 9000 nomes, frisando que «seriam necessárias outras 10 para dizer o nome de todas as crianças».

A iniciativa foi introduzida por Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM, cabendo o encerramento a Julie Neves, da direcção nacional do CPPC, e João Coelho, da comissão executiva da CGTP-IN, que reforçaram o compromisso de prosseguir com a luta pela paz e em solidariedade com a Palestina.

Tal como destacam as organizações promotoras, «Israel prossegue o genocídio na Faixa de Gaza» e «os crimes contra a população palestiniana e contra toda a humanidade». Em particular, referem, contam-se, ao todo, mais de 60 mil mortos, assassinados às mãos de um Estado que recorre «a todas as armas possíveis e que tem à disposição», «com apoio político, económico e militar dos EUA e UE», cúmplices da barbárie. Exige-se, por isso, frisam, o cessar-fogo imediato e o urgente acesso à ajuda humanitária.

A acção foi apoiada por diversos colectivos do movimento de solidariedade, designadamente o Parents for Peace, que dinamizou uma instalação com nomes de crianças assassinadas e as suas histórias.

 

«Genocídio não é desporto»

No dia 4, o MPPM condenou, novamente, a participação da Israel Premier Tech na “Volta a Portugal em Bicicleta” – equipa que se assume, refere, «como “embaixadora” de um Estado acusado pelo crime de genocídio» e «reconhecidamente responsável por crimes de guerra e contra a humanidade» – afirmando que «Genocídio não é desporto».

O MPPM denuncia não só o papel da equipa «no branqueamento desportivo de Israel», como a manutenção da sua licença pela União Ciclista Internacional (UCI), exigindo a suspensão da Israel Premier Tech.

A organização critica, ainda, o refúgio em conceitos como “neutralidade política” (na prática, vazios de significado) e a associação da UCI à celebração do 70.º aniversário da fundação do Estado de Israel, em 2018.

 



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