Greves por melhores salários na Sumol+Compal e na Auchan

A reivindicação de aumentos salariais, com melhoria de direitos, foi o principal motivo para as greves que os sindicatos da CGTP-IN convocaram na Sumol+Compal, em Almeirim, e nos armazéns da Auchan.

O aumento do custo de vida exige a melhoria substancial dos salários

Os trabalhadores dos armazéns da Auchan, em Vialonga, Torres Novas e Valongo, decidiram parar no dia 14, perante «o brutal aumento do custo de vida, os baixos salários, a desvalorização das carreiras e as más condições de trabalho». Como o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) destacou, é «urgente uma resposta da empresa», à qual «demos tempo». Mas a resposta patronal «foi o silêncio».

Durante a manhã da greve, foi mantido um piquete junto ao armazém em Torres Novas.

Com esta luta, foi dada força às exigências aprovadas pelos trabalhadores e apresentadas à administração pelo sindicato da CGTP-IN, nomeadamente: aumento salarial de, pelo menos, 15 por cento, com um mínimo de 150 euros; um salário de entrada de mil euros, com retroactivos desde 1 de Janeiro de 2025; subsídio de refeição de 10 euros; valorização das carreiras profissionais, com progressões claras e justas; atribuição de fardamento em quantidade suficiente e adequada às funções; melhoria das condições de trabalho nos congelados, com cumprimento efectivo das regras de Segurança e Saúde no Trabalho.

Para o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar (STIAC), a greve de dias 12 e 13 na Sumol+Compal merece um balanço positivo. Como relatou Marcos Rebocho, no primeiro dia, foi aprovada uma moção reivindicativa, entregue à administração, a quem ficou dado um prazo de 30 dias para responder.

O dirigente sindical, citado pela agência Lusa, referiu ainda que ficou decidido marcar nova greve, para 8 de Outubro, antecedida de um plenário, a 29 de Setembro, para discutir com todos os trabalhadores a realização da luta. Procurando retomar as negociações do contrato colectivo de trabalho, sem actualização desde 2009, será feita uma tentativa de reunir no Ministério do Trabalho com a associação patronal do sector.

Além desta negociação, que leva à estagnação das tabelas salariais, os trabalhadores da Sumol+Compal incluíram na moção reivindicativa o aumento dos salários e do subsídio de alimentação.

 



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