EM FESTA E EM LUTA RESISTIR E TOMAR A INICIATIVA
«Todos à Festa do Avante»
Amanhã, às 18 horas, quando as portas da Atalaia se abrirem aos milhares de visitantes vindos de todo o País (e de vários outros países), terá início a 49.ª edição da Festa do Avante!, a maior e mais bela iniciativa político-cultural realizada no nosso País.
Depois… é a Festa ao longo dos três dias: os milhares de homens, mulheres, jovens, crianças, dirigindo-se para os locais e actividades da sua preferência, na procura do que mais lhe agradar: os espectáculos; o espaço do livro e do disco; o teatro e o cinema; as artes plásticas; o desporto; as exposições e os debates abordando os mais relevantes temas da situação política nacional e internacional; os pavilhões das organizações regionais do PCP; os restaurantes com comida tradicional das diversas regiões do País e mesmo de outros países; o artesanato; a cultura; a ciência; o espaço internacional com a presença de representações de dezenas de partidos comunistas e outras organizações progressistas dos quatro cantos do mundo e onde se destaca a solidariedade com a Palestina;o espaço da juventude criado pela JCP e onde os jovens comunistas, decisivos construtores da Festa, marcam encontro com os milhares de jovens visitantes; e ainda o espaço criança com actividades programadas para envolver as crianças no jogo, no conto e num vasto conjunto de outras actividades que fazem da Festa também a sua Festa; e o convívio, componente maior e mais significativa, espelho da Festa do Avante!, expressão do ideal comunista de liberdade, justiça social, fraternidade, solidariedade, amizade, camaradagem.
Mas, claro, o momento político mais significativo da Festa será o comício, no domingo, que, por isso mesmo, requer uma particular atenção e mobilização organizada que faça dele o maior acontecimento político no nosso País.
A Festa do Avante! deste ano realiza-se no momento em que os comunistas tiveram (e continuam a ter) que dedicar uma grande atenção a muitas outras tarefas: desde logo, às eleições autárquicas, na formação e apresentação das candidaturas aos órgãos municipais de 304 municípios e a 1570 assembleias de freguesia, mas também na programação de uma campanha eleitoral dinâmica, de contacto e mobilização das populações em torno do projecto autárquico distintivo da CDU, essa verdadeira frente unitária e popular apostada na criação de condições para que se possa viver melhor na nossa terra.
Mas também na dinamização da luta dos trabalhadores pelos salários e os direitos, única forma de minimizar os efeitos da sua exposição ao aumento da taxa de inflação para 2,8 por cento, como se verificou no mês de Agosto (mais 0,2 pontos percentuais relativamente a Julho, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira da semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística), particularmente em resultado do aumento dos preços dos alimentos.
Inflação que, como esclareceu Paulo Raimundo no comício na Marinha Grande, sexta-feira, 29 de Agosto, não pondera devidamente parte importante da despesa da vida das pessoas, como as despesas de habitação, cujo peso é cada vez maior na vida do povo.
Contrastando com as dificuldades da grande maioria dos portugueses, soube-se, entretanto, esta semana que caíram em prescrição total coimas no valor de 225 milhões de euros a onze bancos, por cartelização de preços, ocorrida entre 2002 e 2013, o que levou, aliás, o Grupo Parlamentar do PCP a requerer uma audição urgente ao governador do Banco de Portugal e ao presidente da Autoridade da Concorrência.
A agravar tudo isto, enquanto se degrada a situação dos serviços públicos, nomeadamente do SNS – em avançado processo de desmantelamento e abertura aos grupos económicos que fazem da doença área de negócio - e a Escola Pública, como o PCP denunciou ainda esta semana, chamando a atenção para os graves problemas que afectam a escola pública em plena abertura do ano lectivo, o Governo procura acelerar a aprovação do seu pacote laboral, autêntica declaração de guerra aos trabalhadores.
É neste quadro que é preciso intensificar a acção reivindicativa dos trabalhadores, por mais salário, mais direitos e contra o pacote laboral, e a luta das populações em defesa dos serviços públicos. E desenvolver também a luta pela paz e a acção de solidariedade com a Palestina.
Nesse sentido, assume uma particular exigência a mobilização para as manifestações de 20 de Setembro, em Lisboa e no Porto, inseridas na jornada nacional de luta promovida pela CGTP-IN contra o pacote laboral.
Luta para a qual a Festa do Avante!, dará um importante contributo em defesa dos direitos e pela ruptura com a política de direita e pela alternativa patriótica e de esquerda, que, afirmando os valores de Abril, ponha Portugal na rota do progresso social.




