“Todos pela Palestina!” Campanha até Novembro

CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projecto Ruído lançaram uma campanha de solidariedade com o povo palestiniano, com acções em vários pontos do País, a começar já nos próximos dias e a culminar a 29 de Novembro, com manifestações em Lisboa e no Porto.

O povo palestiniano vive diariamente o horror dos massacres cometidos por Israel

Com o lema “Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!”, a campanha encontra-se aberta a novas subscrições. O objectivo é realizar um vasto e diversificado conjunto de iniciativas, que se inicia já no dia 16, com uma acção no Largo Camões, em Lisboa, e culmina a 29 de Novembro – Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano – com duas manifestações, em Lisboa e no Porto.

No apelo divulgado lembra-se que o povo palestiniano «vive diariamente o horror dos massacres», com o número de mortos a superar as «muitas dezenas de milhares», e acusa-se Israel de visar a «aniquilação e expulsão do povo palestiniano da sua terra». Isto sucede não apenas na Faixa de Gaza – onde aos bombardeamentos se soma o bloqueio que impede a entrada de alimentos, água, medicamentos, equipamento médico e outros bens essenciais –, mas também na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, onde se intensifica a «expulsão da população palestiniana e a construção de colonatos, em desrespeito do direito internacional».

Denunciada é, também, a «cumplicidade dos EUA, do Reino Unido, da União Europeia e de vários governos de países europeus, que desde o início apoiam a política de Israel e continuam a dar cobertura aos seus crimes».

As organizações promotoras exigem um cessar-fogo real, imediato e permanente; o fim do genocídio; o acesso irrestrito da ajuda humanitária sob coordenação das Nações Unidas; o reconhecimento pelo Governo português do Estado da Palestina, sem condicionalismos; a suspensão das relações de âmbito militar entre Portugal e IsraeI e esforços para a suspensão imediata do acordo de Associação UE/Israel. Reafirmam ainda as questões de fundo para a resolução permanente do conflito, desde logo a concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano segundo se encontra consagrado em sucessivas resoluções das Nações Unidas.

 



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