MAIS FORTES E CONFIANTES
«Na Festa e na luta por uma vida melhor»
Com uma enorme dimensão de massas e uma expressiva participação da juventude, foram muitos milhares os que se deslocaram à Atalaia para aí viverem momentos inesquecíveis nos três dias da Festa do Avante!: no simples convívio, na apreciação das muitas realizações culturais, na participação desportiva, mas igualmente nas muitas actividades políticas, com destaque para o comício da Festa, no domingo.
Mais uma vez, para além da diversidade e qualidade do seu programa cultural, artístico e político, a Festa foi um espaço imenso de convívio, de fraternidade e solidariedade e, por isso, caregado de futuro.
Mais uma vez, este ano, a Festa que se insere na luta dos trabalhadores, do povo e da juventude, da qual é parte integrante, assumiu uma forte dimensão política e, ao constituir-se como uma grande jornada de luta contra a política de direita e por outro rumo político para Portugal, foi um ponto de passagem para as importantes lutas que aí vêm.
Os problemas que – por efeito de décadas de política de direita, agravados pela devastadora acção do Governo do PSD/CDS (com o apoio do Chega e da IL e a cumplicidade do PS) – flagelam os trabalhadores, o povo e o País, foram tema tratado em múltiplas iniciativas, ao longo dos três dias da Festa. Com a consciência assumida do papel decisivo da luta de massas, e da necessidade imperiosa da sua intensificação e alargamento para dar a volta à situação que vivemos.
Pelos diferentes espaços da Festa, tivemos notícias das lutas dos trabalhadores e dos povos em defesa dos seus direitos, interesses e aspirações: lutas concretizadas e a concretizar no futuro imediato, com destaque para a jornada nacional de luta contra o pacote laboral, por mais salário e mais direitos, com manifestações em Lisboa e no Porto, convocada pela CGTP-IN para o dia 20 de Setembro.
De facto, é de luta o tempo que vivemos, luta, mais do que necessária, indispensável e que se quer cada vez mais participada e mais forte.
Por isso mesmo, o Secretário-Geral do Partido, Paulo Raimundo, no grandioso comício de domingo – expressão política mais alta da Festa, marcado pela força, combatividade e confiança dos muitos milhares que nele participaram, de forma organizada – dirigindo-se aos trabalhadores, ao povo e à juventude, sublinhou: ««Enquanto há quem faça da demagogia, da hipocrisia, do desespero e do medo as suas armas, aqui afirmamos a coragem para enfrentar os tempos difíceis. Enquanto há quem destile ódio e tudo faça para dividir a partir dos favores do capital, aqui construímos a unidade, independentemente da cor da sua pele, nacionalidade ou credo religioso. Enquanto há quem queira propagar e prolongar o negócio da morte, aqui damos combate à guerra e aos seus apologistas.
«Não aceitamos que num País com dois milhões de pessoas na pobreza, incluindo 300 mil crianças nessa situação, milhões de trabalhadores com baixos salários, a maioria dos reformados com pensões muito baixas, em que o custo de vida, e o preço dos alimentos, aumenta a cada dia, a grande opção do Governo, apoiado, diga-se, por outros partidos, seja vergar o País ao negócio do armamento.»
Entretanto, avança o trabalho autárquico da CDU cujas listas integram mais de doze mil candidatos independentes, que sabem que, na CDU, não são um adereço. São parte fundamental deste projecto autárquico distintivo de trabalho, honestidade e competência posto ao serviço das populações, para que se possa viver melhor na nossa terra.
Importa, pois, fazer das eleições autárquicas uma grande jornada de esclarecimento e mobilização por uma vida melhor. E, como afirmou na Festa Paulo Raimundo, ao mesmo tempo, desenvolver a luta de massas e a iniciativa política; combater o pacote laboral, exigindo resposta para a questão central do aumento geral dos salários; travar a luta pelo aumento das pensões e para que 40 anos de trabalho e de descontos garantam o acesso à reforma sem penalizações; pela concretização dos direitos das crianças e dos pais, desde logo pela criação da rede pública de creches com as vagas necessárias; para salvar o Serviço Nacional de Saúde, com a valorização das carreiras e profissões, e a contratação e fixação de profissionais; pela escola pública, pela valorização e contratação de professores; por mais alojamento estudantil público e mais acção social escolar e contra o aumento das propinas.
Para o Partido Comunista Português, consciente da sua força e determinação inabaláveis – e que quer mais militantes para ter mais capacidade para desenvolver a sua acção, transformar, mobilizar pela vida a que o povo tem direito – a Festa e o seu êxito, constituem um factor de esperança e de força para continuar a intervir pelos direitos, pela ruptura com a política de direita que está a infernizar a vida do povo e por uma política alternativa que concretize o modelo de desenvolvimento que a Constituição consagra.




