Propinas são «obstáculo» eestudantes prometem luta contra aumento

A bancada comunista requereu a audição urgente do ministro da Educação em sede de comissão parlamentar sobre o anúncio, pelo próprio, no dia 2, de que o Governo irá aumentar as propinas de licenciatura.

O PCP considera estar «mais do que provado que as propinas constituem um obstáculo no acesso ao ensino superior», particularmente a estudantes com menos rendimentos, e frisa que esta decisão «contraria a disposição constitucional do direito à educação». Isto, depois da diminuição no número de candidatos e colocados nas licenciaturas este ano, designadamente de jovens com carências económicas.

«Deste modo, as opções políticas do Governo vão no sentido de uma maior elitização do ensino superior», afirma-se no requerimento.

Promessa de luta
Ainda no dia 2, em comunicado, a AEFCSH classificou a decisão como uma «proposta terrorista», que merece total repúdio: «estamos certos de que, com a unidade do movimento associativo estudantil, […] impediremos o aumento da propina e caminharemos para o seu fim».

Na mesma data, a AEFLUL denunciou o que considera ser um projecto de privatização e desmantelamento do ensino superior. Também outras estruturas, como a AAC ou o CNJ, condenaram a decisão.

 



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