Todos convocados para a jornada de 20 de Setembro

Toda a estrutura do movimento sindical unitário (MSU) está mobilizada na denúncia do pacote laboral e na mobilização do máximo número de trabalhadores para a jornada de luta do dia 20 de Setembro.

«Verdadeiro retrocesso no mundo do trabalho»

No dia 8, uma delegação da CGTP-IN foi ouvida, em Belém, pelo Presidente da República, a quem transmitiu o que considera ser, nas palavras do seu Secretário-Geral, «um verdadeiro retrocesso no mundo do trabalho».

Em declarações à imprensa, Tiago Oliveira expressou que a Intersindical vê «com muito receio» o pacote laboral apresentado pelo Governo, frisando que a proposta inclui «matérias que são inconstitucionais», designadamente em matéria de despedimentos, liberdade sindical e contratação colectiva.

Por estes e outros motivos, a CGTP-IN convocou a jornada nacional de luta contra o pacote laboral a 20 de Setembro, que contará com manifestações em Lisboa (15h00, Marquês de Pombal) e Porto (10h30, Praça do Marquês).

MSU denuncia e mobiliza
Ao longo das últimas semanas, tem-se somado a acção de várias organizações do MSU na denúncia do pacote laboral e mobilização para o dia 20.

É o caso dos sindicatos da restauração e alojamento, que promoveram, no dia 2, uma acção nacional à porta da AHRESP e da AHP, contra o bloqueio destas associações patronais à abertura de um processo negocial. Na acção, que contou com uma delegação do PCP, denunciou-se as medidas gravosas do pacote.

No dia 3, o CESP realizou um plenário de delegados sindicais, em Lisboa, onde, além de se discutir (e rejeitar) o pacote, se iniciou a preparação da jornada de dia 20.

Também as organizações específicas da CGTP-IN estão prontas para a luta, com a Interjovem, num manifesto, e a CIMH, numa nota pelo Dia Mundial da Grávida, 9, a denunciar o pacote no que representa de ataque aos jovens e às mulheres, respectivamente.

 



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