Moradores do Bairro do Condado exigem respostas urgentes

Mais de meia centena de moradores do Bairro do Condado, em Marvila, concentraram-se quinta-feira, 11, junto aos lotes 554, 555 e 556, numa acção de protesto que expôs as graves condições de degradação em que vivem e a falta de respostas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e da Gebalis.

O protesto contou com a participação de representantes dos gabinetes da vereação do PCP, do PS e do CPL, que ouviram as queixas e reivindicações dos moradores. No entanto, apesar do convite, nem a presidência da CML nem a administração da Gebalis se fizeram representar.

Os moradores denunciaram uma situação considerada «dramática», com três meses sem elevadores, deixando dezenas de pessoas idosas, com mobilidade reduzida ou com problemas de saúde praticamente presas em casa. Há casos de grande fragilidade social, incluindo moradores dependentes de oxigénio e um residente que, após alta hospitalar, não conseguiu regressar a casa por não ter como subir ao seu andar. Denunciam ainda a falta de condições de higiene nas zonas comuns, agravada pela ausência de acesso a pontos de água, e as obras de requalificação mal concluídas, que deixaram marcas de degradação sem reparação. Acresce a situação das galerias e corredores sem escoamento, onde se acumulam águas pluviais que se infiltram nas habitações.

Na segunda-feira, 15, a Comissão de Moradores deslocou-se à Praça do Município para entregar um documento com as reivindicações à CML e à Gebalis, e foi marcada para sábado, 20, às 10h30, uma reunião presencial no local, para a qual exigem a presença do presidente da autarquia, Carlos Moedas, e da administração da Gebalis.

«É essencial que conheçam a realidade de perto e que ouçam os moradores», afirmaram, sublinhando que a população do Condado e de Marvila «se sente cada vez mais abandonada e desesperada». Os moradores exigem que sejam respeitados os mais elementares direitos humanos e que lhes sejam garantidas condições de vida dignas.

 



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