Venezuela insta ao fim das acções militares dos EUA nas Caraíbas

A República Bolivariana da Venezuela instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a exigir aos EUA que ponham fim imediato às acções militares no Mar das Caraíbas, que considera serem uma ameaça à paz na América Latina e se inserem no objectivo de controlar os imensos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano.

As autoridades venezuelanas consideram fundamental que se respeite não só a sua soberania, como a de todos os países da região, e salientam que os recentes ataques dos EUA a embarcações em águas internacionais ao largo da Venezuela resultaram em assassinatos extrajudiciais.

Desde há décadas que a República Bolivariana da Venezuela é objecto de uma sistemática política de ingerência e agressão por parte dos EUA, que a têm vindo a agravar com a aplicação ilegal de medidas coercivas unilaterais e a promoção de campanhas de descrédito e de não reconhecimento das legítimas instituições venezuelanas, visando criar as condições que venham a possibilitar uma intervenção militar contra o seu povo.

O governo venezuelano alerta que essa ingerência e essa agressão estão a escalar para um plano ainda mais perigoso, com o envio para o Mar das Caraíbas de forças navais, aéreas e terrestres norte-americanas, o que configura uma violação flagrante da Carta da ONU, ameaça gravemente a estabilidade na região e põe em perigo os direitos do povo venezuelano.

As autoridades instam as instâncias da ONU, nomeadamente o seu Conselho de Segurança, a condenar a política de ingerência e agressão dos EUA que põe em risco a paz e a segurança internacionais.

Cuba apoia

O Governo Revolucionário de Cuba também condena a escalada de acções levadas a cabo pelos EUA para «justificar uma agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela». O incremento de tropas e material militar no Mar das Caraíbas, o uso da força contra embarcações civis e o assassinato das suas tripulações e a injustificada detenção de um navio em violação das regras internacionais confirma, para o governo cubano, a «natureza irresponsável e hostil da operação em curso».

Denunciando o verdadeiro propósito dos EUA, o controlo dos recursos naturais da Venezuela, Cuba salienta que a deslocação de forças militares norte-americanas para o Mar das Caraíbas é uma «provocação destinada a lançar um conflito militar que leve a República Bolivariana da Venezuela a defender a sua soberania e integridade territorial».

Uma agressão militar directa contra a Venezuela, alerta ainda o governo cubano, teria «consequências incalculáveis» para a paz, estabilidade e segurança na região.

 



Mais artigos de: Internacional

Cuba exige na ONU fim do bloqueio

Perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Cuba vai denunciar uma vez mais, nos próximos dias, o criminoso bloqueio imposto pelos EUA. O governo cubano apresentará dados sobre as consequências provocadas pelo infame e desumano cerco económico, comercial e financeiro sobre o povo cubano.

Reconhecimento do Estado da Palestina: tardio e condicionado

O PCP divulgou, no dia 21, uma nota através do seu Gabinete de Imprensa sobre o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Governo português, anunciado nesse mesmo dia. Trata-se de uma medida que «peca por tardia e que há muito se impunha», considera o PCP.