Festa do PCE: PCP presente


Nos passados dias 26, 27 e 28 de Setembro, realizou-se em Rivas Vaciamadrid a 47.ª edição da Festa do Partido Comunista de Espanha (PCE).

Nesta edição, e com o contributo da JCP, o PCP esteve presente com o habitual stand político que contava com várias obras das Edições Avante!, materiais de informação sobre o PCP e alguns produtos tradicionais portugueses, para agrado dos visitantes. Ao longo dos três dias, foram expressas várias manifestações de simpatia e solidariedade para com o PCP e a sua luta pelos interesses dos trabalhadores e povo português.

No amplo programa de debates que tiveram lugar na festa e que contaram com grande participação, o PCP participou num debate sobre energia – com o tema “Causas e lições do apagão” –, área onde tem sido regular a troca de opiniões e de análise entre os comunistas espanhóis e portugueses. Pelo PCP participou Bruno Dias, do Comité Central.

Os visitantes da festa puderam também assistir a diversos concertos, visitar a feira do livro ou o espaço dedicado às crianças, entre outras actividades, em que se destaca o comício central, onde Enrique Santiago, Secretário-Geral do PCE, abordou a situação nacional e internacional, em particular a luta pela paz e a solidariedade com a Palestina, muito presente ao longo de toda a festa.

Na sua intervenção, Enrique Santiago salientou que vivemos tempos de grandes ameaças à paz, à existência de povos, como o palestiniano e o sarauí, à coexistência entre países e nações, denunciando que a decisão de Trump de estabelecer um “Ministério da Guerra” constitui uma declaração de intenções da política agressiva do imperialismo norte-americano. Hoje, sublinhou, a segurança da Humanidade exige garantir a paz, evitar a guerra e os massacres de pessoas e direitos, e travar o avanço do fascismo, que são as maiores ameaças que a Humanidade enfrenta.

O PCE denunciou ainda desumana corrida aos armamentos, que beneficiará exclusivamente os grandes fundos de investimento capitalistas que gerem o complexo militar-industrial dos EUA, que fornecerão as armas exigidas pela NATO e pela União Europeia. Apesar dos muitos perigos colocados à Humanidade, o PCE lança uma mensagem de optimismo, valorizando os muitos que no mundo lutam pela paz, contra o fascismo e a guerra.

 



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