Lutas populares no Equador
A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) e a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) promovem uma paralisação nacional, iniciada a 22 de Setembro, contra diversas medidas impostas pelo governo do presidente Daniel Noboa, entre as quais a eliminação do subsídio ao combustível, o que elevará o custo de vida. A FUT recorda a garantia do presidente de que não eliminaria este subsídio e considera a medida «antipopular», que «golpeia directamente a classe trabalhadora e os sectores mais vulneráveis do país».
Na província de Imbabura, epicentro da mobilização popular iniciada na semana passada, a CONAIE reafirmou que «há unidade, firmeza e convicção» em torno da luta pela rejeição das políticas de Daniel Noboa.
Outra das reinvidicações de luta é a libertação dos detidos em protestos populares e o fim da repressão e da criminalização de quem sai às ruas a reivindicar saúde, educação e trabalho com direitos. O movimento indígena pronuncia-se ainda contra o o saque dos recursos naturais do país e o referendo de 16 de Outubro, em que o governo procura voltar a permitir a instalação de bases militares estrangeiras, acabar com o financiamento estatal dos partidos e convocar uma assembleia constituinte.
A CGTP-IN enviou aos sindicatos e aos trabalhadores equatorianos uma nota de solidariedade com a sua luta.




