- Nº 2705 (2025/10/2)

Reformados precisam é de melhores pensões

Nacional

«Uma cenoura e uma mão cheia de nada»: é desta forma que o MURPI – Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos descreve as promessas do primeiro-ministro sobre o aumento do complemento solidário para idosos no próximo Orçamento do Estado e um suplemento para pensões mais baixas a meio do ano «de a execução orçamental revelar equilíbrio e folga suficiente». Estes anúncios, em vésperas de eleições autárquicas, revelam «a falta de respeito pelos reformados», que continuam sem terem asseguradas pensões dignas.

O MURPI denuncia a degradação da situação dos reformados, num quadro em que o aumento do custo de vida coloca muitos milhares «no limiar da pobreza, contrastando com os muitos milhares de lucros da banca e dos grandes grupos económicos». Grave é, também, o crescimento do «negócio da doença, do apoio domiciliário e dos lares sem condições», e o aumento permanente dos custos dos bens essenciais. Face a esta realidade, conclui, «os aumentos reais de pensões não podem ser substituídos por “apoios” se houver dinheiro»…

Aos reformados, pensionistas e idosos resta a luta e a “atenção” no momento do voto, apela o MURPI.