“Varrer a exploração” até 21 de Novembro
Começou na segunda-feira, 29, e prolonga-se até 21 de Novembro o Circuito Nacional promovido pelo STAL para alertar para as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores da higiene urbana – que, recolhem e tratam o lixo, «mas não são lixo».
Os trabalhadores que recolhem e tratam o lixo não são lixo
O objectivo central da acção é reforçar os contactos com os trabalhadores das empresas privadas de higiene urbana e sistemas intermunicipais e multimunicipais de recolha, tratamento e valorização dos resíduos, revela o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL).
O sector dos resíduos e higiene urbana é marcado, salienta o STAL, por «baixos salários e elevada precariedade, sobretudo nas empresas concessionárias». A sucessão de empregadores cria situações de «grande fragilidade entre os trabalhadores», acrescenta. No caso dos resíduos, trata-se de um trabalho «insalubre, penoso e arriscado, feito de dia e de noite, com ritmo intenso e transporte de cargas pesadas, implicando grande esforço físico». A isto acresce a exposição a condições climatéricas adversas, ao ruído e aos resíduos, que agrava os riscos para a saúde, e os riscos inerentes a operar maquinaria pesada. O STAL salienta ainda que esta é uma das profissões «mais perigosas e com expectativas mais curtas de vida saudável», sem qualquer reconhecimento e compensação pela insalubridade, penosidade e risco inerentes.
A iniciativa visa, igualmente, alertar as populações para a importância da gestão pública dos resíduos, que – garante o sindicato – «não podem ser vistos como “mercadorias”. A transformação destes serviços em negócios significa que «serão as populações a arcar com todos os pesados encargos».
Valorizar os trabalhadores
O Circuito Nacional do STAL tem como reivindicações: o aumento dos salários e de outras prestações pecuniárias; a valorização das carreiras profissionais; o fim da precariedade, da polivalência e dos despedimentos abusivos; a atribuição do Suplemento de Insalubridade, Penosidade e Risco; o respeito pelos direitos e o cumprimento da contratação colectiva; a defesa de serviços públicos de qualidade, contra a privatização; e a rejeição do pacote laboral do Governo.




