CDU – O VOTO QUE CONTA PARA UMA VIDA MELHOR

«Trabalho, Honestidade e Competência»

Um balanço à campanha eleitoral que está quase a chegar ao fim permite-nos concluir que são muitas as razões para confiarmos no amplo trabalho realizado pelas candidaturas da CDU de esclarecimento e mobilização para o apoio e voto nesta verdadeira frente unitária e popular.

De facto, no contacto directo com as populações, milhares de candidatos e activistas fizeram chegar-lhes a imagem real da CDU: as provas dadas, e amplamente reconhecidas, de trabalho, honestidade e competência que são traço distintivo dos eleitos da Coligação PCP-PEV e os diferenciam dos eleitos das outras forças políticas. Mas também o compromisso que assumem de prosseguir e acentuar esse caminho no próximo mandato, melhorando-o e enriquecendo-o sempre, e inserindo-o no objectivo de defesa e reforço do poder local democrático, importante conquista de Abril.

Há, no entanto, muito ainda a fazer até à contagem dos votos, no próximo domingo, para alargar o apoio à CDU; para garantir que o voto é usado na defesa do interesse das populações e no reforço do número dos eleitos que dão garantias de respeitar a palavra dada aos eleitores. Voto que se reveste de carácter decisivo em todos os concelhos e freguesias do País: quer onde a CDU é força maioritária; quer onde pode passar a sê-lo; quer onde, mesmo sem perspectivas de vitória imediata, é de extrema importância o aumento da sua expressão eleitoral.

Reforçar a votação da CDU em toda a parte, reforçar as suas posições e o número dos seus eleitos, constitui um objectivo que a receptividade das populações na campanha eleitoral mostrou estar ao seu alcance.

A importância do reforço da expressão eleitoral da CDU deve ser vista, também, à luz da realidade nacional, do estado em que se encontra o País, da situação dramática vivida pela imensa maioria dos portugueses, em consequência de décadas de política de direita, conduzida por governos do PS, PSD e CDS e hoje aprofundada pelo Governo do PSD/CDS (com o apoio do Chega e da IL e a cumplicidade do PS), com os perigos e consequências que estão à vista.

É, pois, necessário que o voto de 12 de Outubro seja usado no reforço do projecto distintivo da CDU, ao serviço das populações, para criar as condições para que se possa viver melhor nas nossas terras. E é preciso igualmente que penalize quem merece ser penalizado e premeie quem não se tem poupado a esforços para derrotar a política de direita – responsável pelos problemas estruturais que afectam a vida dos trabalhadores, do povo e do País – e promover uma outra política, patriótica e de esquerda, em que se insere uma perspectiva de desenvolvimento local alinhada com os valores de Abril.

Domingo é dia de ir votar e usar o voto para reforçar a luta que aí está e se vai intensificar, em torno da acção reivindicativa, por mais salário e mais direitos e contra o pacote laboral e que vai ter expressão nas diversas lutas sectoriais já marcadas e que assumirá nova expressão convergente na marcha nacional de 8 de Novembro em Lisboa.

De facto, o voto na CDU no próximo domingo reveste-se de características singulares: é um voto que, ao mesmo tempo que, como acima se disse, leva às populações, nos concelhos e nas freguesias, o trabalho, a honestidade e a competência de que os eleitos da Coligação PCP-PEV têm dado provas, dará mais força à luta dos trabalhadores e das populações, bem como à intervenção do PCP e da CDU por um novo rumo político para o País.

E reforçará também a luta pela paz e a solidariedade com a Palestina em que se insere a campanha de solidariedade «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!» que o CPPC, CGTP-IN, MPPM, Projecto Ruído desenvolvem, em que sobressai o concerto no Fórum Lisboa precedido de manifestação a 18 de Outubro e as manifestações no Porto e em Lisboa, a 29 de Novembro.

Fazer do voto um instrumento de combate é um desafio que, no próximo domingo, se coloca aos portugueses – a todos os portugueses que querem ver à frente das suas autarquias o projecto distintivo de desenvolvimento local da CDU; a todos os portugueses que são vítimas da política de direita que tem vindo a afundar Portugal e a fustigar os trabalhadores e o povo com toda a espécie de malfeitorias, de que é expressão mais recente o pacote laboral, verdadeira declaração de guerra a quem trabalha; a todos os portugueses que, tendo como referência os valores de Abril, não abdicam dos direitos consagrados na Constituição, nem desistem de se bater por um Portugal desenvolvido, de progresso social e de paz.

Em suma, que nenhum eleitor da CDU deixe de votar no domingo – e que muitos novos eleitores venham dar mais força ao trabalho, honestidade e competência dos seus eleitos. Só assim darão mais força ao poder local democrático e à luta pelos direitos, entre os quais se inclui o direito a uma vida melhor nas suas terras, com um poder local ao serviço das populações, num Portugal com futuro.