- Nº 2706 (2025/10/9)Agrava-se a crise económica e social em França em resultado das políticas neoliberais e belicistas que promovem a exploração e as desigualdades, concentram a riqueza e aumentam as despesas militares. O primeiro-ministro demitiu-se e os comunistas propõem a formação de um executivo que realize uma política de esquerda.
Com o agravamento da crise económica e social em resultado das políticas neoliberais e belicistas, as forças políticas francesas propõem diferentes caminhos, que vão desde a convocação de eleições legislativas até à renúncia de Macron, passando pela formação de um governo que adopte uma política de esquerda.
O secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Fabien Roussel, declarou ao Journal Ouest-France que deve ser nomeado um governo que pratique uma política de esquerda. «Espero que o presidente da República, grande responsável pela grave crise que atravessamos neste momento, opte enfim por essa possibilidade. Com um chefe do governo e novos ministros que não tenhamos visto e revisto nestes últimos oito anos», insistiu.
Para um tal governo, considerou o líder comunista, a prioridade seria «a justiça fiscal e social», com medidas como a revogação do sistema de reformas e pensões, a defesa do poder de compra dos trabalhadores e dos serviços públicos.
Questionado sobre a possibilidade de uma nova dissolução da Assembleia da República, Fabien Roussel disse que caberá ao presidente decidir, mas reiterou que a Macron, só lhe resta uma saída – nomear um governo que assuma uma política de esquerda.