Alarga-se em Portugal o movimento de solidariedade com a Palestina
A campanha de solidariedade com o povo palestiniano promovida pelo CPPC, a CGTP-IN, o MPPM e o Projecto Ruído não pára de crescer: já são mais de 110 as organizações aderentes. Entretanto, a solidariedade e a exigência de uma Palestina livre e independente alargam-se a novos sectores.
A criação do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a 1967 é uma das exigências
A campanha «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação» continua a desenvolver-se em vários pontos do País, prolongando-se até 29 de Novembro, dia em que está marcada manifestação nacional em Lisboa e no Porto.
Já no próximo dia 15, estará patente entre as 17h00 e as 19h00, em Campanhã, no Porto, a exposição “Gaza: Mar de Memórias e Luto”. No dia 17, realiza-se às 18h30, na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto uma conversa sobre os “Desafios da Luta pela Paz na Actualidade”, com Rui Pereira, Pedro Pontes e Sousa, Francisco Mangas e Manuela Branco. Ainda no Porto, está convocado para 22 de Outubro às 18h30 um protesto na Praceta da Palestina.
No dia 17, em Coimbra, há um Concerto pela Paz e de Solidariedade com a Palestina, às 21h30, na Sala D. Afonso Henriques do Convento de São Francisco. Os bilhetes, gratuitos, podem ser levantados a partir de dia 15, diariamente entre as 15h00 e as 20h00. Actuam neste concerto Cooperativa Bonifrates – Guilherme Ala e João Freitas, Coro do Ateneu de Coimbra, Dixie Gringos – Jazz Band e Grupo Corrente.
No dia seguinte, às 16h00, há novo Concerto, no Fórum Lisboa, com Prétu, Boémia, Freddy Locks, ÚDI e Handala Dabke e apresentação de Joana Figueira. A entrada é livre, limitada à lotação da sala. Uma hora antes, arranca da Praça do Areeiro uma manifestação até ao local do Concerto.
Para as 18h00 de 7 de Novembro está marcada uma manifestação em Loulé, entre o Coreto e a Casa da Cultura.
Protestar e sensibilizar
Para ontem ao final do dia, já após o fecho da nossa edição, estava marcada uma acção em Santarém, junto ao Teatro Sá da Bandeira. Durante o fim-de-semana, em Almada, foi pintado um mural por uma Palestina independente, envolvendo elementos das quatro organizações promotoras da campanha e também da Frente Anti-Racista.
A solidariedade com a Palestina, que se amplia e alarga, teve expressão no dia 1, na Voz do Operário, em Lisboa, onde se realizou uma iniciativa de que constou a exibição do filme Handala Voyage, o concerto de Jeena e Dina e a actuação de Handala Dabke, de danças tradicionais palestinianas. A comida típica da Palestina também marcou presença. Os lucros da iniciativa reverteram para a seeds of hope.
Dias antes, a 27 de Setembro, o CPPC esteve presente na inauguração da Red Zone Gallery, na Póvoa de Santa Iria. Numa antiga fábrica em ruínas, mais de 50 artistas produziram e instalaram as suas obras através das quais denunciam os crimes de Israel e reclamam a urgente efectivação dos direitos do povo palestiniano. Para além das artes visuais, houve performances artísticas e conversas, uma das quais – “Activismo e resistência civil” – foi moderada pelo CPPC, representado por Isabel Camarinha.
Governo tem de agir
A continuação do genocídio e a acção ilegal de Israel, capturando em águas internacionais embarcações que levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, e o sequestro dos seus participantes, entre os quais quatro portugueses, suscitaram protestos na última semana – em Portugal como noutros países.
No dia 2, realizou-se uma concentração junto à Embaixada de Israel, em solidariedade com o povo palestiniano, onde se denunciou a acção ilegal do governo israelita contra a flotilha. O PCP fez-se representar por Paula Santos, da Comissão Política, e Cristina Cardoso, do Comité Central e da Secção Internacional. A vereadora da CDU Ana Jara, segunda candidata na lista à Câmara Municipal de Lisboa, esteve igualmente presente, assim como representantes da JCP, do CPPC e do MPPM. Entre outras entidades, intervieram o PCP, CPPC e MPPM.
No dia 4, uma manifestação em Lisboa denunciou os actos criminosos do Estado de Israel contra o povo palestiniano, exigindo o fim do genocídio e a paz. O MPPM teve a oportunidade de intervir. Bruno Dias, do Comité Central, representou o PCP. O candidato a Presidente da República, António Filipe, esteve igualmente presente.
Pela voz do seu Secretário-Geral o PCP exigiu prontamente do Governo português uma acção célere no sentido de proteger os cidadãos nacionais, que estiveram alguns dias presos em Israel. Mas fez mais: reclamou uma intervenção resoluta nas instâncias internacionais em que Portugal está representado com vista ao imediato fim do genocídio em curso contra o povo palestiniano, a garantia da entrada da ajuda humanitária na Faixa de Gaza, a criação do Estado da Palestina e o cumprimento do direito de retorno dos refugiados palestinianos, como determina o direito internacional.




